segunda-feira, 11 de julho de 2011

Teses de Construção da RECC - 2008-2010



A RECC disponibiliza abaixo um documento que reune quatro teses desenvolvidas no calor das lutas entre 2008 à 2010 defendidas em Congressos sindicais e estudantis - algumas delas anteriores à própria formação da RECC, mas cuja linha política inclusive possibilitou a articulação da Rede em 2009. Elas expressam um acúmulo teórico resultado de nossa prática militante, ao mesmo tempo em que voltam à prática política, uma vez que servem como documentos balizadores à atuação dos coletivos e militantes da RECC no Brasil. Ademais, tal documento é de fundamental importância para a formação política e ingresso de novos militantes, coletivos e oposições.

As teses contidas neste documento expressam em grande parte nosso programa e os rumos defendidos para o movimento estudantil, mas temos a ciência de que há muito para ser desenvolvido. Convocamos todos estudantes-trabalhadores à tomar parte na construção do Movimento Estudantil Classista e Combativo.


Leia abaixo o Prefácio. 
Para fazer o download do documento na íntegra,

 

PREFÁCIO

Por Rede Estudantil Classista e Combativa


Essa compilação de teses é uma iniciativa da RECC visando dar subsídio para as discussões e formação de base. É também produto teórico do acúmulo de sua prática militante no Movimento Estudantil desde uma perspectiva classista e combativo.
As teses foram produzidas entre 2008 e 2010 para congressos sindicais e estudantis nos marcos do segundo mandato do governo Lula/PT, onde o governismo já estava consolidado no movimento de massas da cidade e do campo, barrando a ação da classe trabalhadora. Essas teses refletem os desafios da luta de classes num momento específico de seu desenvolvimento histórico no Brasil, o do combate ao governismo que age como elemento complementar e potencializador da exploração da classe trabalhadora ao fazer refém dos interesses do capital e do Estado as entidades e organizações de luta do povo. Nesse contexto, as teses refletem bastante sobre os caminhos trilhados pela alternativa mais amadurecida que saiu do processo de reorganização do movimento de massas, a Conlutas. Essa reflexão é baseada na própria militância exercida durante esse período no interior do anti-governismo, que naquele momento, apesar de todas as vacilações políticas de seu setor majoritário (PSTU/PSOL), se mostrava mais cristalizado na Conlutas.
Assim, temos teses que partem de uma análise da Conlutas e da extinta Conlute como a "Tese ao Congresso da Conlutas" de 2008 da Oposição Estudantil Classista, Combativa e Independente ao DCE-UNB, passando pelo momento de criação da RECC em 2009 em oposição a ANEL e a UNE com a tese "Construir o Movimento Estudantil Classista e Combativo", assinada pela Oposição CCI ao DCE-UNB e a Ação Direta Estudantil do Rio de Janeiro. Refletindo também sobre os desafios do ME local temos a tese da "Oposição Classista e Combativa ao VI Congresso de estudantes da UFC" e por último a tese ao CONCLAT "Em Defesa de uma Central de Classe" que aborda a bandeira organizativa e estratégica para a luta de classes que é a construção de uma Central sindical, popular e estudantil que congregue os diversos setores da classe na luta contra o capitalismo.
As teses partem do contexto histórico de reorganização do movimento de massas no Brasil (2004-2010) a partir das rupturas com a CUT e a UNE, da criação da Conlutas e de sua liquidação com a formação da ANEL e da CSP-Conlutas e da necessidade objetiva de se forjar na luta uma nova ferramenta proletária para a ação e organização da classe trabalhadora em busca de seus interesses materiais e políticos.
O objetivo desse material é que possamos, a partir da análise e da luta, avançar teoricamente e na prática rumo a construção de um movimento de massas anti-governista e anti-conciliador que lute pelos interesses do proletariado.


Só a luta Combativa e Anti-governista nos levará à vitória! 
AVANTE A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

sábado, 9 de julho de 2011

Carta de Adesão a Plenária da RECC

Venho por meio deste informar aos companheiros/as participantes da Plenária da RECC minha adesão à mesma. Infelizmente, devido a impossibilidades de ordem pessoal (saúde e estudo) não pude estar presente como gostaria, contudo declaro aqui minhas intenções de participação neste espaço que pra mim parece materializar a proposta mais avançada e coerente no que concerne à organização do setor estudantil a nível nacional na atualidade. A partir da avaliação de que a UNE e a ANEL não são instrumento da luta estudantil classista, uma rede que se propõe a articular as lutas pela base, a partir do classismo, do antigovernismo e da através da ação direta me parece o mais acertado.

Sou estudante de Psicologia da UFC (universidade federal do ceará), local onde desenvolvo uma militância tanto a nível de área (m.e. psi), como a nível “geral” (m.e. UFC). No último semestre, construí a luta contra o aumento de passagem e pelo passe livre, através do Fórum de Lutas Pelo Passe Livre. Tenho também, nos últimos meses, pautado juntamente com outros setores a questão da segurança na Universidade, que tem se colocado por parte dos setores reacionários enquanto medidas que visam cercear e limitar cada vez mais a Universidade Pública, através da implementação de câmeras e catracas. Avaliamos que tais medidas estão em acordo com as políticas neoliberais para a educação que visam transformar as universidades em “escolões”, precarizando e colocando cada vez mais a educação serviço do capital. Atualmente, após ter participado de duas gestões de C.A., tenho a perspectiva de construção de um coletivo de psicologia juntamente com outros estudantes, que, mediante posterior análise e aprofundamento de discussão, poderá estar vindo a compor a RECC.

Saudações!
Patrícia Pinheiro


Estudante de Psicologia da UFC
Pró-Coletivo de Psicologia da UFC

terça-feira, 5 de julho de 2011

AVANTE! - junho de 2011 - Boletim Nacional da RECC (especial 2 anos)


CLIQUE AQUI 
para fazer o download em formato PDF da edição nº5 do Avante!


Carta de adesão do Coletivo Pedagogia em Luta-Ceará à Plenária Nacional Classista e Combativa

Companheiros,

Infelizmente não foi possível o comparecimento de todos os membros do coletivo Pedagogia em Luta-Ceará à Plenária Nacional Classista e Combativa, todavia, reconhecemos a importância da plenária para a organização de um movimento estudantil classista e combativo para além das estratégias governistas e paragovernistas presentes na atuação da maioria das organizações políticas que cooptadas, se caracterizam enquanto entidades do governo ou coadunam com práticas similares.

O Coletivo Pedagogia em Luta, filiado á Rede Estudantil Classista e Combativa,reafirma ainda sua posição contra as reformas e políticas educacionais que precarizam as instituições públicas de ensino em todas as suas instâncias e favorecem as instituições privadas de ensino, distanciando os filhos da classe trabalhadora do conhecimento científico necessário à apreensão da realidade. Para tanto, o coletivo lamenta não está completamente presente na construção da Plenária Nacional Classista e Combativa, sendo possível a presença de apenas um de seus membros, mas se solidariza com às discussões propostas para a reorganização do movimento estudantil através do forte trabalho de base que vem sendo realizado pela RECC.

COLETIVO PEDAGOGIA EM LUTA-CEARÁ
POR UMA EDUCAÇÃO À SERVIÇO DA CLASSE TRABALHADORA


Construir a Plenária Nacional Classista e Combativa!
Fora UNE e UBES governistas!
Abaixo o corte de 3 BI na educação!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A RECC convoca os sinceros lutadores anti-governistas à Plenária Estudantil Classista e Combativa

“Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres. 
Não se deixar esmagar, não se deixar cooptar. Lutar Sempre!” 
Florestan Fernandes



Camaradas,

A dois anos atrás um grupo de estudantes descontentes com a via legalista e reformista hegemônica no ME compreendeu que a estratégia de Reorganização passaria inexoravelmente pela articulação de base, levada a cabo numa perspectiva não imediatista. Tal estratégia se torna ainda mais fundamental a partir momento em que a até então principal entidade de agremiação estudantil do país, a UNE, passa claramente a defender os projetos do capital através de sua subordinação ao Estado-capitalista com a eleição de um dos seus à Presidência da República em 2002: o ex-operário Lula da Silva. Esta subordinação, no entanto, é apenas o resultado final da direção política reformista e legalista que a UNE já vinha tomando, mais ou menos, desde sua refundação em 79 - com o PCdoB e, posteriormente, com o PT. Outro não pode ser o resultado final, quando o movimento de massas opta e "conquista o poder" pela via parlamentar, que a ingerência dos espaços de base e sua consequente paralização diante dos ataques deste mesmo Governo.

Esta política traz como resultado ao ME a nefasta concepção aparatista das entidades. Quer dizer, quando a disputa para se estar na direção de tal ou qual aparato é o maior fundamento da ação a ponto de relegar a organização de base dos estudantes ao segundo plano, distanciando-o então da própria direção: a burocratização. Se o fundamental é a disputa eleitoral-burguesa, as entidades de base significam tão somente um espaço de representação oficial, e não real, e que concederá pequenos privilégios de estrutura, além, é claro, de servir como trampolim a futuros candidatos ou dar visibilidade a disputa eleitoral-burguesa. Isto é realizado não só na falida UNE, mas também nas entidades de base, tal como CA's, DA's, DCE's e Grêmios, seja pela correntes abertamente governistas (PT, PCdoB) mas também, em algum grau, por forças políticas que dizem fazer oposição (como PSTU e PSOL). Vale tudo para estar no aparato: reduzir seu programa para ganhar os votos da base, formar chapa e chamar votos a partir do coleguismo, caluniar, fraudar eleições e etc. Assim, a política parlamentar-eleitoral tem como seu colateral a organização burocrática dos espaços do ME. A constatação final é, então, que o ME brasileiro possui não somente uma crise de direção, mas também uma crise de organização.

Coerente com esta análise, nasceu em junho de 2009 a RECC. A RECC, diferente do que possa parecer, não se propõe a ser uma nova entidade representativa do ME. Nossa concepção de Rede pressupõe justamente que a tarefa de Reorganização é um processo que não se realizará a curto prazo, pois que a hegemonia governista, reformista e legalista, que impõem ao Movimento sua subordinação às regras do jogo burguês, retardando-nos nas lutas de resistência contra os ataques do Estado e da Burguesia, esta hegemonia nos traz um refluxo histórico, insuperável a curto prazo. Poderíamos nos embriagar com esta ilusão caso nos colocassemos tarefas pura e simplesmente imediatas. No entanto, compreendemos que os estudantes, particularmente os estudantes-trabalhadores e pobres, possuímos tarefas mais complexas que a tomada de aparatos ou que as insuficientes lutas de resistência espontâneas, mas que é nosso dever precipitarmo-nos organizadamente contra o Estado e a Burguesia impondo pela força coletiva das massas nossas maiores demandas, qual seja: que a educação esteja a serviço da classe trabalhadora. A realização deste objetivo perpassa, também, a aliança estudantil-proletária onde, em nossa concepção, devem estar aliados organicamente através de uma Central de Classe. Assim, a estratégia para a Reorganização nos leva a tática da articulação dos estudantes de base, não somente a nível local, mas ao nível nacional. A RECC é, então, uma Rede que congrega diversas organizações de base, entendidas aqui como Oposições à Grêmios, DCE's ou CA's, como coletivos de curso nas universidades, pró-Grêmios nas escolas secundaristas etc.

Exposto dessa forma, a RECC lança novamente um chamado aos sinceros lutadores anti-governistas do Movimento Estudantil para construírmos esta Rede Combativa no Brasil. Consideramos fundamental que os estudantes independentes e coletivos classistas estejam discutindo e construindo as lutas pelos métodos de base, principalmente nesse momento específico do corte de 3,1 bilhões na educação, de aprofundamento da precarização nas universidades pela Reforma Universitária neoliberal levada a cabo pelo governo de Dilma (PT/PMDB), de aumento das tarifas de ônibus e etc. Nenhuma agressão deverá passar sem resposta. Convocamos assim todos os camaradas estudantes do povo para comparecerem à Plenária Nacional Classista e Combativa, que se realizará entre os dias 23 e 26 de junho no Rio de Janeiro, na UFRRJ, organizada pela RECC de forma paralela e independente politicamente do congresso da ANEL - entidade esta que não construímos por discordarmos de sua linha política para-governista e sua concepção equivocada de reorganização. Lançamos como tema geral desta Plenária Nacional a discussão sobre o novo PNE 2011-2020, o corte orçamentário e o acesso e permanência nas Universidades brasileiras, assim como nos predispomos a realizar outras reuniões neste espaço com o intuito particular de discutir o ingresso na RECC. Camaradas, compareçam! A luta é árdua e longa, e devemos dar início imediatamente!

 

Construir a Plenária Nacional Classista e Combativa!
Fora UNE e UBES governistas!
Abaixo o corte de 3 BI na educação!



Brasil, 2 de junho de 2011.
REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA - RECC

domingo, 1 de maio de 2011

Relato da Semana Nacional Classista e Combativa!


Com o objetivo de resgatar e aplicar o verdadeiro significado do dia dos estudantes, a RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa construiu em diversos locais do Brasil atividades de agitação, propaganda e organização, durante a SEMANA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA. Os dias de atividades estavam estabelecidos para começar no dia 28 de Março (dia da morte do estudante Edson Luís) até o dia 4 de Abril.

As atividades desenvolvidas durante a semana envolveram a participação de estudantes e trabalhadores do Rio de Janeiro, Fortaleza, Distrito Federal, interior de São paulo, Goiânia e Erechim-RS. Ou seja, a Semana Nacional Classista e Combativa que no ano passado teve atividades em 3 cidades, neste ano houve um avanço, não só quanlitativo, mas também quatitativo.

No Rio de Janeiro os estudantes organizados na RECC e no coletivo "Serviço Social em Luta!" realizaram uma série de atividades de agitação e propaganda junto aos secundaristas, distribuindo centenas de jornais AVANTE! e do comunicado nº 4 da RECC. Foi feita também uma oficina coletiva para confecção de faixas e bandeiras da RECC e do "SESO em Luta!". No dia 31/03, os camaradas da RECC-RJ formaram um Bloco Estudantil-Proletário com os professores da Oposição de Resistência Classista/Educação-RJ no "Ato em defesa da educação", onde se levantou as pautas de reivindicação do Passe-Livre e do acesso-livre a universidade, assim como se denunciou a proposta rebaixada da direção do sindicato do professores (SEPE) que propõe reajuste salarial de apenas 26%. Neste ato o "Bloco Estudantil-Proletário" distribuiu um documento onde se defendia um aumento salarial de 3 salários mínimos. Durante a Semana também iniciou-se uma campanha "Por um D.A. Democrático e de Luta!" com passagens em sala e reuniões com aos estudantes do curso de Serviço Social da UFF.

Os estudantes e trabalhadores de Fortaleza já vinham realizando desde o início do ano uma dura luta contra o aumento das passagens e pelo Passe Livre para estudantes e desempregados. A atuação de propaganda da RECC começou antes mesmo do dia 28 de Março distribuindo os comunicados e jornais "AVANTE!" nos atos pelo Passe Livre que reuniram um grande número de secundaristas. Foi organizado também um debate sobre "A importância das organizações de base nas lutas estudantis", onde se expuseram vídeos e fotos de lutas combativas e logo após foi feita uma memória das lutas estudantis em Fortaleza. O debate foi bom pois aprofundou a formação militante da RECC-CE e aproximou novos camaradas de nosso programa classista e combativo.

No DF a semana contou com atividades de agitação e propaganda (com faixas, megafone, bandeiras e banquinha com materiais) em duas escolas públicas e na UnB, com destaque para o colégio CEM 01 de Sobradinho, onde a agitação quebrou a apatia e a desmobilização, fruto dos conchavos da direção do Grêmio com a diretoria do colégio. No CEM 01, a militância combativa despertou a fúria dos pelegos, ocasionando inclusive em perseguições políticas por parte da diretoria da escola. No meio da Semana ocorreu um debate na UnB com o tema: “A luta pelo fim do vestibular e o movimento estudantil de 68”, onde se discutiu a importância dada a luta contra a elitização da educação pela UNE e demais entidades na década de 60, e como essa reivindicação classista é importante a ser desenvolvida atualmente pelos estudantes proletários brasileiros. A Semana no DF culminou com uma Plenária Secundarista, onde participaram cerca de 20 estudantes. A Plenária teve 3 mesas: 1ª Transportes; 2ª Fim do Vestibular; 3ª Articulação de Grêmios, onde se discutiram e encaminharam pautas de reivindicação a serem desenvolvidas pelo movimento estudantil secundarista, e para orientar a luta foi deliberado revitalizar o GT Secundarista da RECC-DF.

No interior de São Paulo, foi organizado uma atividade em torno da proposta da Semana que reuniu estudantes secundaristas, universitários e operários. Em Goiânia e Erechim-RS foram realizadas atividades de distribuição do Comunicado nº4 da RECC e do boletim nacional AVANTE!, sendo que em Erechim alguns estudantes se mostraram interessados pela proposta e com vontade de estar contribuindo para o avanço da luta estudantil combativa.
O que podemos avaliar da Semana Nacional Classista e Combativa - 2010 é que ela foi um importante espaço para levantarmos bem alto as bandeiras defendidas por Edson Luís, Honestino Guimarães, Bacuri e tantos outros militantes que deram suas vidas por uma educação de qualidade e pela transformação da atual realidade social de miséria e opressão de nosso povo. A partir do programa classista e combativo conseguimos estar avançando em nossa construção nacional, unificando na Semana estudantes de outras localidades do país onde ainda não tínhamos atuação, expandindo assim nossos contatos e articulações a partir da própria luta.

Temos uma avaliação positiva da Semana, porém, sabemos que ainda estamos longe de possuir uma força suficientemente grande para conquistar os objetivos estratégicos a que nos propomos, tal como a reorganização do Movimento Estudantil. Por isso, buscaremos sempre estar avançando, e no caminho da luta não pararemos diante de nada, andaremos contra a corrente se for necessário, mas não nos curvaremos diante da realidade cruel de opressão de classe que atinge a grande massa de estudantes brasileiros. Diferente dos governistas neoliberais (UNE e UBES) e dos paragovernistas (ANEL e PSOL), ambas expressões do parlamentarismo estudantil hegemônico no ME, não daremos nenhum passo atrás na ação direta estudantil-proletária!

Os cortes de 50 bilhões no orçamento público, feito pelo Governo Dilma/PT juntamente com a burguesia nacional e internacional, anunciam uma série de ataques aparentemente fragmentados aos estudantes e trabalhadores brasileiros, com congelamentos salariais, terceirizações, demissões, cortes na educação, na saúde, nos transportes, etc. Os ataques neoliberais, frutos do corte orçamentário, devem ser entendidos com um todo unificado e, portanto, um programa classista e combativo deve unificar trabalhadores e estudantes com o norte estratégico de construção da Greve Geral. Convocamos todos os estudantes proletários a se colocarem em pé de luta contra a política neoliberal do Governo Dilma/PT.


NEM ENEM, NEM VESTIBULAR: ACESSO LIVRE JÁ!

PASSE LIVRE OU REBELIÃO JÁ!

ABAIXO O CORTE DE 3,1 BILHÕES NA EDUCAÇÃO!

EDSON LUIS PRESENTE! NÃO ESQUECEMOS, NEM PERDOAMOS!

AVANTE A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

Coordenação Nacional da RECC

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nota do Coletivo Território Livre de avaliação do XIX ENEG


Companheiros (as) da Geografia,

O XIX Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia (ENEG), ocorrido neste ano, Comprova o caráter apático, desorganizado e despolitizado do Movimento Estudantil (ME) de Geografia. Há algum tempo, principalmente após a vitória de Lula nas eleições burguesas (2002), vê-se o reformismo dominar os movimentos sociais, paralisando as lutas. Entretanto, na Geografia, o reformismo e o governismo não se expressam com tanta força, apesar disso, as lutas na Geografia estão estagnadas, isso porque se deturpam conceitos históricos do proletariado como “autogestão”, para na prática justificar uma total desorganização, onde “tudo é de todos”, mas nada é feito efetivamente.

A tarefa de organizar um bom Encontro de Estudantes de Geografia, com boas discussões políticas e que proporcione um verdadeiro acúmulo para nossa luta é desviada sob um discurso ridículo e oportunista do "chega lá e faz" (que mais parece com o lema liberal-burguês: "laissez faire, laissez aller, laissez passer", que significa: "deixai fazer, deixai ir, deixai passar"). Pela via desta "construção participativa", individualiza-se a cada participante do Encontro a responsabilidade pelas falhas do mesmo, sem que exista qualquer método organizativo para incorporar os estudante na participação do Encontro. O que ocasionou o fato de estudantes quererem participar dos espaços de debates mas não conseguirem, por problemas de atraso, falta de divulgação, locais inapropriados etc.

A Confederação Nacional de Entidades de Estudantes de Geografia (CONEEG) se utiliza da suposta horizontalidade para maquiar a burocracia e a tirania, que puderam ser vistas no ato de não encaminhar propostas a votação na plenária inicial do ENEG e de não aceitar críticas a organização da estrutura do Encontro e da CONEEG, onde seus “membros” reagiram de maneira histérica. Além disso, o caráter festivo percorreu desde o início do Encontro, onde, de modo absurdo, cerveja é vendida paralelamente a plenária inicial, ao lado da mesa e os próprios integrantes dessa consumindo cerveja.

Todas as mesas, GT´s e GD´s   foram esvaziadas. A culpa de tal falta de participação não se deve a subjetividade do estudantado em fazer Geoturismo, mas a estrutura do ENEG, que privilegiou dar estrutura aos shows em detrimento as atividades, que ocorreram sempre em um pátio, com horas de atraso, onde os estudantes tinham de se sentar ao chão.

Todas essas condições fizeram com que não houvesse um mínimo de participação e politização, no que pode ser chamado de não-Encontro. O Coletivo Território Livre interveio no ENEG de forma a disputar os espaços para a possibilidade de acumulação política. Para tal, o CTL realizou cartazes divulgando o GT (Grupo de Trabalho) de educação e deu peso organizativo no mesmo, para que pudesse haver o mínimo de acúmulo político. Nesse GT foram discutidos as reformas neoliberais na educação dos últimos anos no governo Lula/PT e que tem seguimento no governo Dilma/PT, que ao invés de democratizar, afastam a classe trabalhadora de uma educação de qualidade.
Foi encaminhado, que se fizesse uma cartilha expondo todas as discussões do GT, de forma que, a base possa ter acesso a essas informações. Podendo assim, organizar lutas contra a precarização da educação. Ainda, o Coletivo organizou uma mesa: “Movimento Estudantil, pra quê?” Com o objetivo de expor o histórico do ME, de modo a resgatar a combatividade dos estudantes das décadas de 60 e 70, opondo-se ao ME como está, vendido ao governo e estagnado nas lutas. 
 
Existem estudantes sinceros, mas a estrutura existente, ou melhor, inexistente, impossibilita qualquer coesão e organicidade. Para que tal situação possa se reverter, que o ME de Geografia saia da estagnação e as reais demandas de luta sejam efetivadas o Coletivo Território Livre defende uma organização pela base, onde todas as escolas e estudantes possam ser representados democraticamente através de uma estrutura de congresso, com debates políticos e eleição de delegados na base.

Reorganizar o Movimento Estudantil sob as bandeiras do classismo e da combatividade!

Por um Congresso de Base!

Por uma Geografia que sirva aos interesses da Classe Trabalhadora!


COLETIVO TERRITÓRIO LIVRE

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nota de apoio às terceirizadas e terceirizados da USP

[proletariado super-explorado/terceirzado em marcha pela USP]


O Coletivo Feminista Classista LIBERTÁRIAS, que organiza mulheres estudantes e trabalhadoras na luta contra toda a exploração e opressão de classe e de gênero, manifesta seu apoio à justa luta travada pelas companheiras e companheiros da USP, que reivindicam seus salários atrasados e desejam acabar com a situação de semi-escravidão a que estão submetidos (péssimas condições de trabalho, superexploração, etc.).

Parabenizamos a iniciativa desses trabalhadores e principalmente das mulheres (maioria neste movimento), as quais constituem a maioria no setor precarizado de serviços em todo o mundo, recebem salários mais baixos e, além disso, sempre foram excluídas das lutas e atuações políticas. Assim, é indispensável que as mulheres estejam à frente do movimento, fazendo-se ouvir em suas reivindicações. Certamente a atuação das trabalhadoras da USP servirá de exemplo e motivação!

A diferença de salário e de direitos entre trabalhadores terceirizados e efetivos é grande. Além de servir como meio de redução dos gastos dos empresários, isso também é feito com o intuito de dividir a classe trabalhadora. A luta dos terceirizados deve ser conjunta com a dos outros trabalhadores, e inclusive é importante lutar para que todos sejam representados pelo mesmo sindicato (no caso, o SINTUSP).

A reivindicação final dos terceirizados, é claro, é ser efetivado. Para isso deve existir a garantia de que os terceirizados já contratados sejam efetivados sem a necessidade de concurso público. Além disso, é preciso lutar contra todo tipo de punição e perseguição aos militantes do movimento trabalhador ou estudantil.

A reitoria é responsável por autorizar a privatização, que prevê a terceirização e sucateamento da universidade. A terceirização nada mais é do que: órgãos públicos entregando dinheiro que o povo produz para que empresas privadas superexplorem o povo, tirando-lhe direitos trabalhistas, e dando-lhe um salário baixíssimo. Tudo isso beneficia apenas os donos dessas empresas que lucram explorando esses trabalhadores ao máximo.

Essa é uma realidade presente em todos os lugares onde há o neoliberalismo, fruto do atual estágio do capitalismo. Dessa forma a luta de vocês é a luta de trabalhadores em todo o mundo.

Os terceirizados, como vanguarda destas lutas devem se unir aos estudantes e demais trabalhadores e continuar defendendo seus direitos de forma combativa


VIVA A INSURREIÇÃO DAS VASSOURAS!


MESMO TRABALHO, MESMO SALÁRIO, MESMO DIREITO. SOMOS TODOS TRABALHADORES!


Coletivo Feminista Classista LIBERTÁRIAS - DF

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Atos em Brasília contra o corte de 3 bi na Educação


Atos nos dias 12 e 13 de abril mobilizam estudantes no início da luta contra o corte na educação. Confira breve relato e mais fotos no blog do Movimento Secundarista:





ABAIXO O CORTE JÁ!
CRESCER O PROTESTO POPULAR!

domingo, 3 de abril de 2011

Saudações da RECC a Oposição de Resistência Classista – Educação/RJ!

Nós da Rede Estudantil Classista e Combativa viemos por meio desta pequena nota saudar a criação da Oposição de Resistência Classista, com atuação na rede estadual dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro. Esta oposição ligada ao Fórum de Resistência pela Base-RJ faz parte de um processo histórico de reorganização da classe trabalhadora, e é ai que reside sua importância e o motivo maior de nossa saudação aos camaradas que agora reforçam de forma coletiva a trincheira da luta anti-governista.

Como estudantes-proletários, que conhecem e sofrem diariamente a precarização das condições de estudo e trabalho nas escolas públicas, reconhecemos em nosso próprio processo de luta a necessidade de romper o corporativismo e se fazer classe ao lado de nossos companheiros professores e servidores, unificando-nos sob a  bandeira classista da Educação Popular. Atualmente tal bandeira significa a luta por melhores salários e condições de estudo, contra o corte de 50 bilhões ao orçamento público, o corte de 3,1 bilhões para a educação e demais ataques anunciados pelo Governo Dilma/PT.

Nos posicionamos ombro-a-ombro aos camaradas da Oposição de Resistência Classista para as batalhas presentes e futuras, com solidariedade de classe e combatividade.

Unidos somos muitos, organizados somos fortes!
Viva a Oposição de Resistência Classista!
Abaixo a Política Neoliberal do Governo Dilma/PT! 

sábado, 26 de março de 2011

8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA

 
A origem do dia 8 de março está ligada a uma greve geral ocorrida no ano de 1857 em uma indústria têxtil de Nova Iorque, onde a maioria dos operários eram mulheres. Refere-se também ao incêndio ocorrido numa fábrica de tecidos em 1911 na qual mais de 100 trabalhadoras morreram.

No dia 8 de março de 1907 houve uma grande manifestação, conhecida como Marcha da Fome, em apoio à greve de 1857. Na marcha da fome houve uma presença majoritária de trabalhadoras que saíram nas ruas de Nova Iorque reivindicando melhores salários e redução da jornada de trabalho para 10 horas. Desde então foram realizadas anualmente manifestações nesse dia.

Durante o II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas (1910), Clara Zetkin, propôs que se criasse um dia internacional da mulher trabalhadora. Segundo ela, era essencial criar uma referência internacional para a luta das mulheres.

No entanto, o capitalismo se apropriou da luta das mulheres no dia 8 de março, que tinha um caráter de classe (trabalhadoras), e a subordinou ou mesmo reduziu a opressão de gênero. As principais conquistas ressaltadas estão relacionadas com o  direito ao voto, a igualdade perante a lei ou a oportunidade de assumir cargos de chefia. Mas isso não muda a realidade de exploração que sofrem a maioria das mulheres.

É ilusão acreditar que a luta pelo sufrágio universal virá atrelada a uma construção de uma sociedade igualitária. A igualdade perante a lei não é ainda uma igualdade efetiva e a garantia assumir cargo de chefia não tem como conseqüência a humanização das instituições, pois as instituições de privilégios serão injustas tanto se forem administradas pelos homens quanto pelas mulheres.

Dessa forma, não podemos nos deslumbrar com a vitória da presidente Dilma Rousseff e pensar que acabará a exploração de gênero e classe. Dilma serve aos interesses capitalistas, que não beneficiam a mulher. A libertação da mulher trabalhadora somente será efetiva quando realizada pela mulher trabalhadora.

Nós do Coletivo Feminista Classista LIBERTÀRIAS acreditamos que a luta contra a opressão de gênero está vinculada à luta contra a opressão de classe, e que lutar contra uma é necessariamente lutar contra a outra.

 
AVANTE A LUTA DA MULHER TRABALHADORA!
VIVA O COLETIVO LIBERTÁRIAS!
VIVA A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

coletivolibertarias@gmail.com




POEMA

Disseram que a mulher se libertou
Não foi o que  a Maria achou
Ela trabalha duro todo o dia
E tem raros momentos de alegria
Ela gera dinheiro para o patrão
Mas no fim do mês, fica sem um tostão
Disseram que a mulher é a rainha do lar
Não é o que acha a Cleomar
Limpa a casa até anoitecer
Enquanto o marido assiste TV
Esse marido também é explorado
Mas trata a mulher pior do que é tratado
Disseram que a mulher é assim naturalmente
Tem que cuidar dos filhos, da casa, e de toda a gente
Ah, mas que gente incompetente!
Não suspeita que a mulher é diferente
Que ela pensa, ama, chora
Que perde suas preciosas horas
Em trabalhos que ninguém reconhece
Em esforços que todos esquecem?
E se a mulher trai o marido
É motivo pra pancada
Mas se o marido trai a mulher
Ah...Ninguém lembra de nada
A mulher é duplamente explorada
Trabalha em casa e não recebe nada
Trabalha fora e é humilhada
Oprimida também pela mulher  patroa
Pois há mulheres que ganham dinheiro e esquecem das outras
Disseram que a mulher é objeto
E ainda acham isso correto
Em cada propaganda odiosa e machista
Que expõe só o seu corpo na revista
Que esquece que a mulher também é pessoa
Essa é a verdade doa a quem doa
A mulher é escritora inteligente, artista
Trabalhadora da fábrica, cientista
Ela é lutadora e defende seus direitos
E aos poucos desfaz os preconceitos
Ela luta com força contra o patrão opressor
E tenta convencer o companheiro trabalhador
De que homens e mulheres do povo são iguais
E aqueles que os oprimem não o farão jamais
E ao invés de se sentirem sozinhas e unitárias
Se unem e gritam forte: Viva as LIBERTÁRIAS!


sexta-feira, 11 de março de 2011

PROBLEMAS TÉCNICOS

Camaradas,
estamos com problemas técnicos no blog da RECC que será resolvido em breve.
No entanto, todo nosso conteúdo continua disponível para acesso através do link abaixo:
Continue acompanhando nossas atualizações.
Agradecemos sua compreensão.
Nem um passo atrás!
Viva a Rede Estudantil Classista e Combativa!

Semana Nacional Classista e Combativa - 2011