segunda-feira, 27 de maio de 2013

POR UM NOVO MOVIMENTO ESTUDANTIL



Construir as Oposições nos locais de estudo



O período de eleição de um Grêmio Estudantil, Centro Acadêmico (CA) ou Diretório Central dos Estudantes (DCE) é quase sempre acompanhado por certo entusiasmo das chapas e maior interesse político dos estudantes. Apesar disso, diferente do que muitos pensam e fazem, a construção do Movimento Estudantil (ME) não se resume ao período eleitoral e nem tem neste seu momento mais importante. Pretendemos com este artigo discutir alguns equívocos, vícios e politicagem que impregnam o ME e sugerir a importância daquilo que chamamos de “Política de Oposição” para a construção de um novo ME.
A Política Eleitoreira
A política eleitoreira é uma velha conhecida do povo. Em resumo, é o vale-tudo para se vencer determinadas eleições. Bastante praticada nas eleições estatais, ela também é reproduzida no interior do Movimento Estudantil, sobretudo pelos próprios partidos eleitorais – mas não somente e nem necessariamente. A política eleitoreira pode ser definida também como um “parlamentarismo estudantil”, e leva sempre a um fim imediato: uma entidade estudantil fraca e superestrutural, que não atende aos interesses da luta coletiva.
Visto a “olho nu”, a principal característica dos grupos e militantes que praticam a política eleitoreira é a contradição entre seu entusiasmo “político” nos períodos eleitorais e seu “sumiço” no restante do ano. Durante eleição, acordam cedo e aparecem colando cartazes, distribuindo panfletos ou passando em salas pra ganhar nosso voto, mas difícil é vê-los com o mesmo entusiasmo antes das eleições, e pior, às vezes nem mesmo os vemos depois de vencê-las. Também assumem característica burocrática, quer dizer, só os vemos “lutar” na internet, nas mesas de negociação ou nos ofícios entregue junto às autoridades.

REFORMA DO ENSINO MÉDIO:



Um projeto a serviço dos “Playboys”




“Enquanto eles continuam mentindo, o povo quer saber quem é que vai pagar por isso”. Comando DMC (Grupo de Rap)

A divulgação do resultado do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2012 demonstrou uma estagnação da nota do Ensino Médio desde 2009. Tal fato levou o atual Ministro da Educação, Aluísio Mercadante, a anunciar publicamente que o Ensino Médio passaria por uma grande reforma a nível nacional, a partir do ano de 2013. Os eixos centrais da política de reformulação do governo são dois: a aplicação do Ensino Integral e a criação de grandes Blocos Temáticos relacionados ao ENEM.
 Apesar de todo o discurso demagógico da “inovação interdisciplinar” e da “redução da evasão escolar” precisamos observar friamente os verdadeiros interesses do Governo e das elites brasileiras nesta Reforma: formar “mão de obra” barata provinda das escolas públicas, avançar na privatização do ensino, diminuir o quadro de professores e melhorar artificialmente as estatísticas do Governo.

GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS:



2012: Balanços e perspectivas


       O ano de 2012 pôs em evidência as precárias condições de trabalho e estudo no setor da educação, principalmente através da greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Esta greve foi convocada pelo ANDES-SN, e teve início no dia 17 de maio de 2012, contando com 50 instituições em greve por tempo indeterminado. Acompanhando a greve docente, estudantes de no mínimo 30 Universidades Federais também deflagraram Greve Estudantil.
      Podemos refletir sobre a Greve de dois modos, interligados entre si: a da indagação do que foi o movimento grevista e as razões de seu limitado desenvolvimento. O pano de fundo da política educacional e econômica do Governo já foi brevemente discutido no Comunicado Nacional da RECC nº10. Portanto nos deteremos aqui nos problemas do desenvolvimento da greve, em especial a estudantil.
       Mas por qual motivo, um ano após a ocorrência desta Greve, decidimos retomar este debate? Essa análise/balanço é fundamental, pois apesar desta greve ter atingido muitas universidades/institutos federais e também o serviço público federal, é preciso entender o motivo deste movimento não ter obtido êxito completo em suas reivindicações. Aprender com os nossos erros enquanto classe não nos deixa desiludir frente as batalhas perdidas, e nos permite superar tais erros para em um futuro próximo avançar em uma mobilização mais forte para arrancar nossas pautas do Governo. O Comando Nacional de Greve Estudantil (CNGE) foi uma boa iniciativa, contudo este sofreu vários problemas organizativos e de representatividade que analisaremos aqui:

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA E ASSÉDIO MORAL


Solidariedade ao professor Marcléo



         Continua a luta em defesa do companheiro Marcléo Rosseli. Seu caso vem sendo divulgado em alguns jornais e boletins de movimentos sociais. Militante antigo da esquerda revolucionária no DF,  um dos fundadores da Conlutas, o professor Marcléo sofreu duas demissões políticas gravíssimas, das quais recorre na Justiça. Os processos se arrastam até hoje, sem chegar a uma solução.
         Primeiro, durante seu estágio probatório na Fundação Educacional do DF, na década de 90, durante o governo Roriz (ex-PMDB, atual PSC) e a gestão de Eurides Brito (PMDB), foi exonerado através de um processo administrativo repleto de calúnias e vícios jurídicos. “Durante a gestão de Cristovam Buarque foi formada uma comissão revisora do seu processo contando com membros do SINPRO-DF. Porém, por fazer parte do bloco de oposição ao sindicalismo pelego, foram retiradas as questões mais graves e absurdas na tentativa de dar legalidade e legitimidade ao processo, mantendo a maior penalidade: demissão do serviço público ao professor” (blog Combate Estudantil, 28/11/2010).

Universidades Pagas


Construir o movimento estudantil classista nas faculdades e universidades pagas


        A juventude dos Partidos ditos radicais ou anti-governistas de esquerda, a exemplo do PSOL e PSTU, manifestam em suas teses e nos espaços em que participam o seu esforço e contribuição na luta pela melhoria das condições de existência da classe explorada. Contudo, essa abstrata luta no âmbito educacional junto à, e em prol da classe trabalhadora muito reivindicada pelos mesmos, é feita, quando ela existe, apenas dentro dos muros da Universidade pública, local notadamente ocupado pelos setores sociais mais abastados – em geral, filhos da burguesia, altos funcionários do Estado etc.

terça-feira, 21 de maio de 2013

[DF] Semana da Agricultura Camponesa



Semana da Agricultura Camponesa na escola rural do PAD-DF da primeiros passos na crítica ao latifúndio e na organização estudantil!
     Os audaciosos professores e estudantes do Centro Educacional localizado no PAD-DF[1] (Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal) organizaram nos dias 13, 14 e 15 de maio a primeira Semana da Agricultura Camponesa, uma importante iniciativa que possui como objetivo, segundo o próprio Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola: O Projeto Semana Camponesa, a ser realizado entre os dias 13 e 15 de maio, consiste na realização, dentro da escola, paralelamente e em contrapartida à semana Agrobrasília, de um ciclo de Palestras e Oficinas com temáticas relacionadas à questão do campo, segundo a perspectiva dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e dos movimentos sociais. Objetiva-se com o projeto trazer os movimentos sociais do campo e a Universidade para dentro da escola em uma perspectiva de intercâmbio, de troca de conhecimentos acerca da realidade agrária brasileira. A partir de discussões sobre trabalho no campo, agroecologia, transgênico, segurança alimentar, conflito fundiário e etc., situar o campo e a realidade do aluno camponês enquanto centralidade no processo educativo. A Semana teve palestras, apresentações de teatro e poesia dos estudantes, diversas oficinas ministradas pelos próprios estudantes, além de exposições artísticas em geral (desenhos, “arpilleras”, etc.)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Semana Nacional Classista e Combativa

O Dia Nacional de Luta dos Estudantes no Brasil e a Semana Nacional Classista e Combativa: de 2010 à 2013

 
            Quando em 2010 a RECC deliberou pelo reconhecimento do dia 28 de Março como Dia Nacional de Luta dos Estudantes e pela construção da Semana Nacional Classista e Combativa, tínhamos apenas um protótipo de organização nacional estudantil, que era a RECC (nascida em junho de 2009), cuja missão demonstrava-se ousada em razão da recusa da política e estrutura da UNE (hegemonizada pelo PCdoB) e também da recém-nascida ANEL (hegemonizada pelo PSTU). Apesar de ser natural o encontro e composição em comum com estas forças no chão de nossas escolas, como em algumas assembleias e atos etc., teríamos de fazê-lo na base da disputa de distintos projetos políticos e organizativos. Mas isto se daria no chão de nossas escolas e não na superestrutura destas entidades, e por isso não abandonamos os “milhares” ou “centenas” de estudantes que creditam alguma confiança política nelas  – ao contrário, houveram diversos casos de estudantes que romperam com os setores governistas e paragovernistas para hoje militarem junto à RECC. Aparentava para muitos ser esta uma tática suicida devido um suposto “isolamento”. Mas apesar da reconhecida notoriedade nacional de UNE ou ANEL,  podíamos dizer que estas eram mais uma projeção ampliada de sua imagem do que de fato representavam na realidade, ao menos nos locais (escolas e universidades) onde a RECC atuava – até então, no Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza. Nem UNE nem ANEL representavam, e ainda hoje continuam sem representar, uma base estudantil mobilizada muito significativa em nossas realidades. Mas para fazer este combate de concepções no interior do movimento estudantil – e disto dependia o combate global ao governismo, diga-se de passagem –, a RECC precisaria não só existir e se sustentar nas localidades, mas a partir daí ser capaz de coordenar nacionalmente seus esforços, e mais, ampliar sua organização e propaganda para outras cidades. É o que temos feito.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Boicotar a UNE traidora!


A UNE está prestes a realizar mais um de seus Congressos de fachada, onde a UJS sairá novamente com a presidência e todos cargos majoritários e a Oposição de Esquerda com uns carguinhos de migalha, apenas legitimando a entidade como um todo. A UNE não presta de forma nenhuma para a luta dos estudantes. Perdeu toda sua independência política e financeira, se vendendo ao governos e empresas. Por isso, não legitime esta entidade falida. Não vote no Congresso da UNE! Faça campanha contrária! Politize a luta contra o governismo no movimento estudantil! Derrotar a UNE na base!



sábado, 4 de maio de 2013

Greves da UNESP e UEG

Fortalecer e expandir as greves da UNESP e da UEG!
Levantar em revolta todos os campi do interior por uma Universidade Popular! 

(Leia versão em pdf. CLICANDO AQUI )

Brasil, Março de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº14
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“Por tudo isso, nos da UNESP de Marília estamos ocupando o prédio de direção da faculdade e fazendo greve: por que não queremos que os estudantes universitários e do cursinho abandonem a universidade, estamos lutando pela permanência dos filhos da classe trabalhadora.” (Nota da Greve estudantil de da UNESP-Marília à população)


Mais uma página na história de lutas e glórias está sendo construída nesse momento pelo movimento estudantil brasileiro. A revolta e a agitação das massas estudantis se alastraram como faísca pelos campi da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Universidade Estadual de Goiás (UEG) e se expressaram em históricas assembleias gerais, manifestações, greves e ocupações. Na UEG a greve abarca servidores, professores e estudantes se configurando em uma forte greve geral. O motivo imediato das mobilizações é a precarização das condições de estudo vivenciadas nos campi do interior do país: sem Restaurantes Universitários de qualidade e que atendam a demanda, sem moradia digna, falta de professores e servidores (se expandindo gigantescamente as formas precárias de trabalho através da terceirização e professores temporários etc.), dentre diversos problemas que se acumulam e atingem a vida cotidiana de milhares de estudantes que são obrigados a muitas vezes abandonarem os estudos.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abaixo o ACE e o Sindicalismo de Estado e Corporativista! Construir um Sindicalismo Revolucionário com Ação Direta dos Trabalhadores através das Oposições de Base!

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), filiado à CUT, elaborou o anteprojeto do Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico, ou simplesmente Acordo Coletivo Especial (ACE). O ACE foi entregue ao Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marco Maia, durante o 7° Congresso do SMABC (2011), e em agosto de 2012, foi encaminhado para votação no Congresso Nacional.

O principal objetivo do ACE é flexibilizar a legislação trabalhista a partir da negociação direta entre o sindicato e a empresa. Trata-se de uma evolução do sindicalismo que colabora com o patrão e o governo, pois está além da participação em fóruns tripartites e do apoio às políticas do governo. Agora, o próprio sindicato assume o papel do governo, ou mesmo dos partidos burgueses, ao propor um anteprojeto de lei de tipo neoliberal, como parte da reforma trabalhista.

Com o ACE, será possível negociar os direitos dos trabalhadores presentes na CLT. Isso em um período de avanço da reestruturação produtiva capitalista e de desorganização de milhares de categorias de trabalhadores e cooptação de sindicatos e centrais às empresas e governos. Adotando um discurso de que “negociar é moderno”, os governistas estão fragilizando ainda mais a capacidade de resistência e reação dos trabalhadores frente as imposições da burguesia, consolidando a colaboração entre as classes em detrimento da luta de classes.

sábado, 20 de abril de 2013

Pela união combativa e internacionalista da luta estudantil na América Latina!

Seguindo a tarefa de dar início a uma linha combativa e classista a nível internacional, a RECC lança este pequeno texto de convocatória para a abertura de diálogos internacionalistas com estudantes e trabalhadores da América Latina e do mundo. Sabemos o quão árduo será o processo histórico de reconstrução de uma organização internacional de classe nos moldes que defendemos, mas sabemos também da necessidade de dar início a esse processo imediatamente. O texto apresentado a seguir foi distribuído no formato de panfleto em dois encontros universitários internacionais, um deles realizado no Peru, durante os dias 8 a 12 de abril, e o outro na cidade de Foz do Iguaçu, durante os dias 11, 12 e 13 de abril. Anteriormente a essa iniciativa da RECC, outros dois grupos estudantis latinoamericanos entraram em contato conosco, o que demonstra as possibilidades reais de iniciar tal processo.
 AVANTE! Nenhum passo atrás!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nota de saudação da GEA à RECC

Agradecemos a saudação espontaneamente redigida pelos companheiros do GEA (Grupo Estudiantil Anarquista), da Colômbia, reconhecendo a importância da SNCC (Semana Nacional Classista e Combativa) para manter a memória de estudantes que tombaram e ao nosso esforço na reorganização do Movimento Estudantil combativo. Demonstrações como essa nos fortalecem na certeza do caminho que estamos tomando, na seriedade da luta combativa dos estudantes.

Aproveitamos também para ressaltar a importância da construção internacionalista do Movimento Estudantil Combativo, pois sabemos que nossa classe é internacional e que a exploração dos trabalhadores e estudantes acontece no mundo todo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Semana Nacional Classista e Combativa



Brasil, Março de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº13
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A Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), realiza todo ano a Semana Nacional Classista e Combativa como forma de celebrar o dia 28 de Março: Dia Nacional de Luta dos Estudantes. Dia em que o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto foi assassinado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em 1968. O objetivo da Semana é realizar atividades de agitação e propaganda, relembrando a História de luta dos estudantes brasileiros e debatendo a realidade de hoje. Assim, realizaremos entre os dias 25 de Março e 1º de Abril a Semana Nacional Classista e Combativa em Brasília-DF, Fortaleza-CE, Rio de Janeiro-RJ, Goiânia-GO, Jataí-GO, Marília-SP, Campo Grande-MS e Salvador-BA. Apoie e participe! O esquecimento é a morte! A luta é a vida!
O companheiro Edson Luís vive!
Não esquecemos nem perdoamos!
Punição aos criminosos da ditadura!


De 1968 à 2013: O que a criminalização do movimento estudantil de hoje tem a ver com a morte de Edson Luís?


Morte de Edson Luís reuniu cerca de 50 mil pessoas em
marcha para seu sepultamento. A comoção nacional marcou
dezenas de manifestações combativas Brasil afora.
     O dia 28 de março, que a partir do ano de 1968 passa a ser o Dia Nacional dos Estudantes, é desde então cercado pela lembrança da morte do secundarista Edson Luís de Lima Souto. Edson foi o primeiro estudante assassinado pelas forças policiais da ditadura civil-militar quando participava de um ato no restaurante estudantil Calabouço, foco de grandes mobilizações no Rio de Janeiro, reivindicando melhores condições de assistência estudantil, quando os militares entraram metralhando os estudantes que ali manifestavam. A comoção se nacionalizou rapidamente. Mas tal acontecimento nos remete a uma discussão ainda presente nos dias de hoje: a repressão aos estudantes em luta por melhores condições de estudo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

8 de março: dia da mulher trabalhadora

Em 1857, uma greve geral paralisou as atividades de uma indústria têxtil de Nova Iorque por conta das péssimas condições de trabalho a que eram obrigadas a ser submeter um grande número de mulheres. No mesmo ano, no dia 08 de março, a Marcha da Fome contou com a presença majoritária de trabalhadoras reivindicando nas ruas melhores salários e redução da jornada de trabalho para 10 horas. Em 1911, um incêndio numa fábrica de tecidos matou mais de 100 trabalhadoras. Desde então, são realizadas anualmente manifestações nessa data.

A mídia burguesa celebra o 08 de março. Vende presentes e o mito da igualdade de gênero, propaga a imagem da mulher empoderada, em cargos de chefia nos altos postos do capitalismo, como se a força de vontade fosse garantia de sucesso para qualquer mulher.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Criminalização dos movimentos políticos e sociais:



Denúncia do Ministério Público de São Paulo pretende levar 72 estudantes e trabalhadores da USP a 8 anos de cadeia

 

Brasil, 17 de Fevereiro de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº12
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No dia 5 de fevereiro presente, o Ministério Público de São Paulo encaminhou denúncia contra 72 estudantes e trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) que participavam da ocupação do prédio da Reitoria em novembro de 2011. Entre os “crimes” acusados pelo Ministério Público (MP) estão formação de quadrilha, posse de explosivos, danos ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação, que podem levar a 8 anos de detenção.

A ocupação possuía como principal reivindicação o fim do convênio entre o Reitor da USP, João Grandino Rodas, e a cúpula da Polícia Militar para presença ostensiva desta no campus. Após a emissão de reintegração de posse pela Justiça de SP, o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), autorizou a tropa de Choque cumprir a desocupação do prédio. O ato da desocupação foi marcado pela desproporcionalidade de cerca dos 400 militares para a retirada dos 73 manifestantes, havendo ainda denúncias de abusos como torturas psicológicas e físicas por parte da polícia, e forte campanha midiática para deturpar os fatos e gerar argumento favorável ao uso da violência policial.