No dia 8
de março, dia internacional da mulher trabalhadora, foram realizadas
diversas atividades pela Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC)
em parceria com o Fórum de Oposições pela Base (FOB) no sentido de
relembrar esse dia histórico como um dia de luta e não como um dia
de presentes e flores. Nesse ano de 2014, nosso objetivo foi
evidenciar a importância da mulher na luta, sendo protagonista na
reivindicação de seus direitos.
terça-feira, 11 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
8 de Março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora
Da linha de frente ninguém me tira!¹
O capitalismo apenas concedeu às mulheres trabalhadoras a dupla-exploração e a superexploração. Ao passo que aumenta a participação das mulheres no mercado, cresce a informalidade\precarização entre elas. Essa tendência se intensifica em função da Copa, com as remoções e a especulação imobiliária, o deslocamento dos postos de trabalho, a instabilidade no emprego e o arrocho salarial, que empurram ainda mais a mulher trabalhadora para a informalidade. As mulheres constituem grande parte do proletariado marginal e sendo parte da classe trabalhadora e oprimida, se indigna e luta.
Desde o início das jornadas de junho em 2013 é nítida a predominância da estudantada e proletariado marginal nas manifestações; logo, também é notória a participação das mulheres nos atos mais combativos e na linha de frente destes, atuando de forma intensa, contínua e crescente nas ruas, assumindo tarefas cada vez mais ousadas e ofensivas.
quarta-feira, 5 de março de 2014
NÃO TEM DIREITOS?
NÃO VAI TER COPA!
O
levante de junho de 2013 determinou um novo momento do pacto
governista na luta de classes. Mas, além disso, demonstrou uma nova
crise, a do reformismo em si. As massas atropelaram os métodos
cupulistas e parlamentaristas do reformismo (PT, PCdoB, PSOL e PSTU),
e levantaram a palavra de ordem “Da Copa eu abro mão. Eu quero
mais dinheiro pra Saúde e Educação”. O desdobramento prático
dessa palavra de ordem é: Se não tem direitos, NÃO VAI TER COPA!
O
lema “Não vai ter copa” ecoa por todos os cantos do Brasil, nas
mídias sociais, nos muros, nas periferias. A Copa do Mundo de 2014
nos mostrou ao que veio desde os processos de remoções (a
“higienização social”), novamente revelando um governo aliado
aos interesses privados. Apesar de ser um evento esportivo, a Copa
trouxe praticamente nenhum benefício nos esportes para a juventude,
já que nossas escolas e bairros continuam sem espaço esportivo
adequados e permanece a elitização do futebol, a exemplo dos caros
ingressos que a maioria de nós não teremos acesso. Quer dizer, a
Copa sempre teve uma classe bem definida, a da burguesia, e não a
daqueles que em Junho de 2013 saíram em ação direta contra o
Estado.
DITADURA NUNCA MAIS!
1964-2014: 50 anos do golpe militar no Brasil!
No
dia 1º de abril de 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar, que deu
início a um dos período mais sangrentos da nossa história. Marcado
pela ampla repressão, torturas, assassinatos e desaparecimento de
diversas pessoas, a ditadura civil-militar durou 25 anos, e contou
com o apoio dos setores dominantes da sociedade, a burguesia nacional
e internacional.
Após
a ação dos militares na tomada do governo, o PCB (Partido Comunista
Brasileiro), maior organização da esquerda no período, não
preparou nenhuma resistência ao golpe, optando pela linha legalista
de disputa ao governo para a transformação da sociedade. Ou seja, o
“partidão” decidiu não interferir no golpe, o que acarretou em
diversas dissidências em seu interior, e o resultado foi a criação
de várias organizações, por trabalhadores e estudantes, que
entenderam que somente através da luta combativa e armada a ditadura
poderia ser derrubada.
EFEITOS DA COPA DO MUNDO
Os Megaeventos e a exploração do corpo da mulher
Cotidianamente
vemos as barbáries desencadeadas pelos megaeventos e legitimadas de
todas as formas pelo braço forte e leal da burguesia, o Estado.
Acompanhamos, nos últimos meses, a arbitrariedade e a criminalização
dos movimentos sociais de luta que ousaram se levantar contra toda e
qualquer opressão imposta.
Assim
como a construção de novos estádios, remoções e gentrificação
da cidade, outro produto é explorado e oferecido no pacote FIFA: o
corpo da mulher. Está posto que os megaeventos mundiais, Copa do
Mundo e Olimpíadas, trazem uma quantidade altamente considerável de
turistas que vêm atrás de diversão, espetacularização da
brasilidade e do corpo da mulher miscigenada.
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
Enfim, o novo PNE foi aprovado. E aí, o que mudou?
No
dia 17 de Novembro de 2013, o Senado Federal aprovou o PNE 2011 –
2020 (PLC 103/12). Isto tornou clara a subserviência do governo
(Dilma/PT) ao setor privado.
Durante
o ano de 2012 e 2013, a maior polêmica sobre o PNE girou em torno da
bandeira dos 10% do PIB para a educação pública, mas sem ao menos
questionar para que tipo de programa esse dinheiro seria destinado.
Ocorre que a luta por mais investimentos na educação não se
restringiu somente aos Movimentos Sociais. O setor privado também
desejava uma maior parcela de recursos para programas como PROUNI,
FIES e PRONATEC. Nesse novo PNE a concepção de uma educação está
corroída pelas parcerias público-privadas, de forma que compromete
a concepção de educação pública.
1º ENCONTRO NACIONAL DE OPOSIÇÕES POPULARES, ESTUDANTIS E SINDICAIS
I ENOPES: pela (re)construção do Sindicalismo Revolucionário!
Nos
dias 15, 16 e 17 de novembro de 2013, no Rio de Janeiro, mais de 150
trabalhadores(as), estudantes e ativistas das regiões Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul, estiveram presentes no I Encontro
Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais (ENOPES).
O
I ENOPES foi constituído por espaços de discussões acerca das
contradições imanentes à sociedade capitalista, e dos obstáculos
enfrentados pela classe trabalhadora na organização da resistência
a essas contradições. Esse debate teve como objetivo a construção
de uma linha política e planos de luta em contraposição às
constantes investidas do capital, rompendo com as táticas
governistas e reformistas adotadas pelos sindicatos tutelados pelo
Estado, que não atendem aos interesses da classe trabalhadora.
ELEIÇÕES ESTATAIS
Abaixo a farsa eleitoral do Estado burguês: Todo poder para o povo!
Qual
sentido leva os eleitores às urnas? Por que votar nesse país?
Muitos são movidos pela crença de que vivemos em um Estado
democrático, a fábula das urnas! É possível falar em democracia
no Brasil? Como funciona a máquina eleitoral? Olhando mais
atentamente o processo que desencadeia a eleição estatal chegamos à
seguinte conclusão: essa democracia representativa é uma farsa!
Detrás
de cada político existem investimentos de grupos econômicos na
campanha e na manutenção dos mesmos, enquanto representantes desses
interesses. Significa que será eleito aquele capaz de gerir os
interesses desses grupos e empresas. Um exemplo claro pode ser
observado no sistema de transporte: as empresas que financiam o
“candidato” conseguem manter suas margens de lucro intocáveis.
Sim, o Estado e seus governos protegem o lucro do capitalista,
através da lei, da propaganda e do porrete.
SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO AGITA RUAS DE MARÍLIA/SP!
Nossa tarefa para o momento é organizar os setores estudantis de nossa classe e sabemos que a organização das massas não se desenvolve em torno de apenas uma forma de luta e de pressão, nos colocando claramente a necessidade de agir de diferentes formas para atacar em diversas frentes.
Enquanto a burguesia investe massivamente seus recursos para propagandear seus produtos e ideologias, nós estudantes trabalhadores, contamos apenas com nossa iniciativa e ousadia. Munidos destas, tomamos as ruas cotidianamente, enchendo as paredes com desafios à ordem burguesa, motivados pela necessidade de deslegitimar o projeto das elites de construção de espaços urbanos gentrificados e higienizados de qualquer manifestação da crescente e explosiva revolta popular.
Enquanto a burguesia investe massivamente seus recursos para propagandear seus produtos e ideologias, nós estudantes trabalhadores, contamos apenas com nossa iniciativa e ousadia. Munidos destas, tomamos as ruas cotidianamente, enchendo as paredes com desafios à ordem burguesa, motivados pela necessidade de deslegitimar o projeto das elites de construção de espaços urbanos gentrificados e higienizados de qualquer manifestação da crescente e explosiva revolta popular.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Solicitação de ingresso à RECC
Saudamos os camaradas do Coletivo Filosofia Pela Base que solicitaram ingresso à RECC. Segue a nota do coletivo pedindo vínculo com a rede.
Nota de Ingresso à RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa)
Nota
solicitando vinculação à RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa)
O Coletivo Filosofia Pela Base – UFC vem por meio deste, solicitar o
ingresso à Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC).
O Coletivo surgiu em
2012 no comando de greve da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde
estudantes viram a necessidade de uma organização que representasse os
estudantes do curso de Filosofia. Com um caráter combativo o Coletivo tomou a
frente das lutas do curso até então. Seguindo desde o inicio a política de base
da RECC o Coletivo se propõe a desenvolver uma política de base a serviço do
estudante.
O Coletivo se coloca como apartidário e suas discussões são voltadas não somente para o curso, mas também, questões abrangentes como: REUNI, PNE, ENEM, dentre outras pautas. Formações políticas são desenvolvidas constantemente, esses momentos são importantes para que seja fomentado o posicionamento do Coletivo.
Alguns membros, desde a fundação, do Coletivo, têm certa aproximação com o a RECC, essa aproximação levou a alguns debates onde foi discutido varias vezes uma possível vinculação a Rede, porém entendemos que esse ingresso não se daria de forma imediata. Outras correntes e entidades foram sendo estudadas, porém a política de base que seguimos só foi encontrada de fato na RECC, o nosso classismo e o nosso combate ficava cada vez mais visível na Rede Estudantil Classista e Combativa. Após uma apresentação formal por parte da RECC - Ceará ao Coletivo, nós estudamos e nos inserimos nos espaços de debates desenvolvidos pelos companheiros da RECC até chegarmos a conclusão de que a vinculação só traria benefícios e organização ao Coletivo.
Seguindo os requisitos
para uma vinculação formal, o Coletivo trás essa nota até a Coordenação
Nacional (C.N) da RECC. Esperamos adicionar e constituir o M.E a serviço do
estudante pobre e da classe trabalhadora. Avante! Por Uma Política de Base a Serviço do Estudante!
Atenciosamente: Coletivo Filosofia
Pela Base
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Não tem direitos??? Não vai ter Copa!!!

Desde a Copa das Confederações, em junho de 2013, centenas de milhares de pessoas foram as ruas. Dentre as diversas pautas, a maioria delas questionava as contradições políticas, econômicas e sociais do país sede da Copa do Mundo da FIFA. Enquanto bilhões de reais são destinados as construções de estádios e, com facilidade, a FIFA "orienta" um ajuste das legislações, as deixando mais restritivas ao livre direito de expressão/manifestação e organização, direitos básicos do povo como acesso a saúde, lazer, educação, emprego, moradia etc. continuam desatendidos. Para brindar, o país sede da Copa responde aos questionamentos políticos com repressão, prisões, inquéritos policiais, escutas telefônicas, invasão de residências e etc. Sim, somos um país onde a população é apaixonada por futebol. Porém não somos otários. Esta Copa não será para o Povo. Em nome dela estão nos restringindo direitos, estão restringindo nossa liberdade. E já que não tem direitos. NÃO VAI TER COPA!!!
IR AO COMBATE SEM TEMER!!!
OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER!
domingo, 12 de janeiro de 2014
[arte de rua: stêncil] 28 de Março - Dia de Luta dos Estudantes
A RECC preparou um conjunto de artes formatadas para a confecção de stêncil, com gravuras especial para o Dia de Luta dos Estudantes - o 28 de Março. Stêncil é um molde vazado com o preenchimento do desenho por
onde se reproduz imagens. É uma técnica fácil e prática de arte de rua. A seguir, baixE as gravuras já formatada e o tutorial que preparamos. Organize os colegas de sua escola e faça arte politizada!
Stêncils formatados, CLIQUE AQUI.
Tutorial de stencil, CLIQUE AQUI.
TOMAR AS CIDADES E FAZÊ-LAS COMO QUEREMOS!!!
28 de Março - Dia de Luta dos Estudantes
O ano de 2013 ficou marcado por intensas revoltas, surgidas a partir de junho, e que tendem a aumentar, esboçando o descontentamento da classe trabalhadora com as injustiças do capital e os megaeventos que serão realizados, enquanto os direitos básicos da população são negados. As manifestações foram respondidas com grande repressão, trazendo-nos à memória imagens semelhantes as do período da ditadura militar, dos conflitos de resistência do povo contra a polícia e o capital.
Neste ano completam-se cinquenta anos do golpe militar, que deu início a um longo período de intensa repressão, que torturou e assassinou diversos trabalhadores e estudantes. Após o golpe, ocorrido em 1º de abril de 1964, o PCB, maior partido da esquerda no período, não planejou nenhuma resistência, mantendo-se no discurso da disputa dos aparatos legais. Descontentes com a política pacifista e legalista do partidão, trabalhadores e estudantes criaram diversas organizações armadas, com o objetivo de resistir e derrubar a ditadura.
No dia 28 de março de 1968, durante uma manifestação que ocorria no restaurante Calabouço – restaurante estudantil do Rio de Janeiro, foi assassinado o estudante secundarista Edson Luís, de 18. Com o ocorrido, diversas manifestações eclodiram por todo o país, em resposta ao assassinato do estudante e aos quase quatro anos que já duravam a ditadura militar no Brasil. O ano de 1968 ficou marcado pela ampla resistência estudantil contra a ditadura, e o dia 28 de março foi o marco inicial do estopim nacional. Nesse sentido, o dia 28 de março deve ser celebrado como o Dia Nacional de Luta dos Estudantes, em homenagem e memória não só ao estudante Edson Luís, assassinado naquela data, mas à todos os estudantes que deram seu sangue no bravo enfrentamento contra o regime militar.
O Dia Nacional de Luta dos Estudantes será celebrado pela RECC, com um evento realizado todos os anos em diversos estados, a Semana Nacional Classista e Combativa. A SNCC tem o objetivo de homenagear todos os trabalhadores e estudantes que deram suas vidas na luta contra a ditadura, levantando a necessidade de retomarmos a combatividade nas lutas atuais, como foram as jornadas de junho. O Junho de 2013 trouxe o espírito da luta dos estudantes contra a ditadura, desta vez contra um sistema opressor e explorador, que privilegia a copa do mundo enquanto o povo morre afogado nas enchentes no centro-sul, ou na seca que assola o nordeste do Brasil. Os Black Bloc´s, compostos em sua maioria por estudantes e trabalhadores precarizados, trazem a mesma composição dos grupos guerrilheiros no Brasil dos anos 60/70, e o mesmo sentimento de um povo que luta.
O CAPUZ É O ROSTO DE UM POVO QUE LUTA!
EM MEMÓRIA E JUSTIÇA AOS MORTOS PELA DITADURA!
NÃO ESQUECEMOS NEM PERDOAMOS!
EDSON LUÍS??? PRESENTE!!!
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