domingo, 1 de maio de 2011

Relato da Semana Nacional Classista e Combativa!


Com o objetivo de resgatar e aplicar o verdadeiro significado do dia dos estudantes, a RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa construiu em diversos locais do Brasil atividades de agitação, propaganda e organização, durante a SEMANA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA. Os dias de atividades estavam estabelecidos para começar no dia 28 de Março (dia da morte do estudante Edson Luís) até o dia 4 de Abril.

As atividades desenvolvidas durante a semana envolveram a participação de estudantes e trabalhadores do Rio de Janeiro, Fortaleza, Distrito Federal, interior de São paulo, Goiânia e Erechim-RS. Ou seja, a Semana Nacional Classista e Combativa que no ano passado teve atividades em 3 cidades, neste ano houve um avanço, não só quanlitativo, mas também quatitativo.

No Rio de Janeiro os estudantes organizados na RECC e no coletivo "Serviço Social em Luta!" realizaram uma série de atividades de agitação e propaganda junto aos secundaristas, distribuindo centenas de jornais AVANTE! e do comunicado nº 4 da RECC. Foi feita também uma oficina coletiva para confecção de faixas e bandeiras da RECC e do "SESO em Luta!". No dia 31/03, os camaradas da RECC-RJ formaram um Bloco Estudantil-Proletário com os professores da Oposição de Resistência Classista/Educação-RJ no "Ato em defesa da educação", onde se levantou as pautas de reivindicação do Passe-Livre e do acesso-livre a universidade, assim como se denunciou a proposta rebaixada da direção do sindicato do professores (SEPE) que propõe reajuste salarial de apenas 26%. Neste ato o "Bloco Estudantil-Proletário" distribuiu um documento onde se defendia um aumento salarial de 3 salários mínimos. Durante a Semana também iniciou-se uma campanha "Por um D.A. Democrático e de Luta!" com passagens em sala e reuniões com aos estudantes do curso de Serviço Social da UFF.

Os estudantes e trabalhadores de Fortaleza já vinham realizando desde o início do ano uma dura luta contra o aumento das passagens e pelo Passe Livre para estudantes e desempregados. A atuação de propaganda da RECC começou antes mesmo do dia 28 de Março distribuindo os comunicados e jornais "AVANTE!" nos atos pelo Passe Livre que reuniram um grande número de secundaristas. Foi organizado também um debate sobre "A importância das organizações de base nas lutas estudantis", onde se expuseram vídeos e fotos de lutas combativas e logo após foi feita uma memória das lutas estudantis em Fortaleza. O debate foi bom pois aprofundou a formação militante da RECC-CE e aproximou novos camaradas de nosso programa classista e combativo.

No DF a semana contou com atividades de agitação e propaganda (com faixas, megafone, bandeiras e banquinha com materiais) em duas escolas públicas e na UnB, com destaque para o colégio CEM 01 de Sobradinho, onde a agitação quebrou a apatia e a desmobilização, fruto dos conchavos da direção do Grêmio com a diretoria do colégio. No CEM 01, a militância combativa despertou a fúria dos pelegos, ocasionando inclusive em perseguições políticas por parte da diretoria da escola. No meio da Semana ocorreu um debate na UnB com o tema: “A luta pelo fim do vestibular e o movimento estudantil de 68”, onde se discutiu a importância dada a luta contra a elitização da educação pela UNE e demais entidades na década de 60, e como essa reivindicação classista é importante a ser desenvolvida atualmente pelos estudantes proletários brasileiros. A Semana no DF culminou com uma Plenária Secundarista, onde participaram cerca de 20 estudantes. A Plenária teve 3 mesas: 1ª Transportes; 2ª Fim do Vestibular; 3ª Articulação de Grêmios, onde se discutiram e encaminharam pautas de reivindicação a serem desenvolvidas pelo movimento estudantil secundarista, e para orientar a luta foi deliberado revitalizar o GT Secundarista da RECC-DF.

No interior de São Paulo, foi organizado uma atividade em torno da proposta da Semana que reuniu estudantes secundaristas, universitários e operários. Em Goiânia e Erechim-RS foram realizadas atividades de distribuição do Comunicado nº4 da RECC e do boletim nacional AVANTE!, sendo que em Erechim alguns estudantes se mostraram interessados pela proposta e com vontade de estar contribuindo para o avanço da luta estudantil combativa.
O que podemos avaliar da Semana Nacional Classista e Combativa - 2010 é que ela foi um importante espaço para levantarmos bem alto as bandeiras defendidas por Edson Luís, Honestino Guimarães, Bacuri e tantos outros militantes que deram suas vidas por uma educação de qualidade e pela transformação da atual realidade social de miséria e opressão de nosso povo. A partir do programa classista e combativo conseguimos estar avançando em nossa construção nacional, unificando na Semana estudantes de outras localidades do país onde ainda não tínhamos atuação, expandindo assim nossos contatos e articulações a partir da própria luta.

Temos uma avaliação positiva da Semana, porém, sabemos que ainda estamos longe de possuir uma força suficientemente grande para conquistar os objetivos estratégicos a que nos propomos, tal como a reorganização do Movimento Estudantil. Por isso, buscaremos sempre estar avançando, e no caminho da luta não pararemos diante de nada, andaremos contra a corrente se for necessário, mas não nos curvaremos diante da realidade cruel de opressão de classe que atinge a grande massa de estudantes brasileiros. Diferente dos governistas neoliberais (UNE e UBES) e dos paragovernistas (ANEL e PSOL), ambas expressões do parlamentarismo estudantil hegemônico no ME, não daremos nenhum passo atrás na ação direta estudantil-proletária!

Os cortes de 50 bilhões no orçamento público, feito pelo Governo Dilma/PT juntamente com a burguesia nacional e internacional, anunciam uma série de ataques aparentemente fragmentados aos estudantes e trabalhadores brasileiros, com congelamentos salariais, terceirizações, demissões, cortes na educação, na saúde, nos transportes, etc. Os ataques neoliberais, frutos do corte orçamentário, devem ser entendidos com um todo unificado e, portanto, um programa classista e combativo deve unificar trabalhadores e estudantes com o norte estratégico de construção da Greve Geral. Convocamos todos os estudantes proletários a se colocarem em pé de luta contra a política neoliberal do Governo Dilma/PT.


NEM ENEM, NEM VESTIBULAR: ACESSO LIVRE JÁ!

PASSE LIVRE OU REBELIÃO JÁ!

ABAIXO O CORTE DE 3,1 BILHÕES NA EDUCAÇÃO!

EDSON LUIS PRESENTE! NÃO ESQUECEMOS, NEM PERDOAMOS!

AVANTE A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

Coordenação Nacional da RECC

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nota do Coletivo Território Livre de avaliação do XIX ENEG


Companheiros (as) da Geografia,

O XIX Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia (ENEG), ocorrido neste ano, Comprova o caráter apático, desorganizado e despolitizado do Movimento Estudantil (ME) de Geografia. Há algum tempo, principalmente após a vitória de Lula nas eleições burguesas (2002), vê-se o reformismo dominar os movimentos sociais, paralisando as lutas. Entretanto, na Geografia, o reformismo e o governismo não se expressam com tanta força, apesar disso, as lutas na Geografia estão estagnadas, isso porque se deturpam conceitos históricos do proletariado como “autogestão”, para na prática justificar uma total desorganização, onde “tudo é de todos”, mas nada é feito efetivamente.

A tarefa de organizar um bom Encontro de Estudantes de Geografia, com boas discussões políticas e que proporcione um verdadeiro acúmulo para nossa luta é desviada sob um discurso ridículo e oportunista do "chega lá e faz" (que mais parece com o lema liberal-burguês: "laissez faire, laissez aller, laissez passer", que significa: "deixai fazer, deixai ir, deixai passar"). Pela via desta "construção participativa", individualiza-se a cada participante do Encontro a responsabilidade pelas falhas do mesmo, sem que exista qualquer método organizativo para incorporar os estudante na participação do Encontro. O que ocasionou o fato de estudantes quererem participar dos espaços de debates mas não conseguirem, por problemas de atraso, falta de divulgação, locais inapropriados etc.

A Confederação Nacional de Entidades de Estudantes de Geografia (CONEEG) se utiliza da suposta horizontalidade para maquiar a burocracia e a tirania, que puderam ser vistas no ato de não encaminhar propostas a votação na plenária inicial do ENEG e de não aceitar críticas a organização da estrutura do Encontro e da CONEEG, onde seus “membros” reagiram de maneira histérica. Além disso, o caráter festivo percorreu desde o início do Encontro, onde, de modo absurdo, cerveja é vendida paralelamente a plenária inicial, ao lado da mesa e os próprios integrantes dessa consumindo cerveja.

Todas as mesas, GT´s e GD´s   foram esvaziadas. A culpa de tal falta de participação não se deve a subjetividade do estudantado em fazer Geoturismo, mas a estrutura do ENEG, que privilegiou dar estrutura aos shows em detrimento as atividades, que ocorreram sempre em um pátio, com horas de atraso, onde os estudantes tinham de se sentar ao chão.

Todas essas condições fizeram com que não houvesse um mínimo de participação e politização, no que pode ser chamado de não-Encontro. O Coletivo Território Livre interveio no ENEG de forma a disputar os espaços para a possibilidade de acumulação política. Para tal, o CTL realizou cartazes divulgando o GT (Grupo de Trabalho) de educação e deu peso organizativo no mesmo, para que pudesse haver o mínimo de acúmulo político. Nesse GT foram discutidos as reformas neoliberais na educação dos últimos anos no governo Lula/PT e que tem seguimento no governo Dilma/PT, que ao invés de democratizar, afastam a classe trabalhadora de uma educação de qualidade.
Foi encaminhado, que se fizesse uma cartilha expondo todas as discussões do GT, de forma que, a base possa ter acesso a essas informações. Podendo assim, organizar lutas contra a precarização da educação. Ainda, o Coletivo organizou uma mesa: “Movimento Estudantil, pra quê?” Com o objetivo de expor o histórico do ME, de modo a resgatar a combatividade dos estudantes das décadas de 60 e 70, opondo-se ao ME como está, vendido ao governo e estagnado nas lutas. 
 
Existem estudantes sinceros, mas a estrutura existente, ou melhor, inexistente, impossibilita qualquer coesão e organicidade. Para que tal situação possa se reverter, que o ME de Geografia saia da estagnação e as reais demandas de luta sejam efetivadas o Coletivo Território Livre defende uma organização pela base, onde todas as escolas e estudantes possam ser representados democraticamente através de uma estrutura de congresso, com debates políticos e eleição de delegados na base.

Reorganizar o Movimento Estudantil sob as bandeiras do classismo e da combatividade!

Por um Congresso de Base!

Por uma Geografia que sirva aos interesses da Classe Trabalhadora!


COLETIVO TERRITÓRIO LIVRE

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nota de apoio às terceirizadas e terceirizados da USP

[proletariado super-explorado/terceirzado em marcha pela USP]


O Coletivo Feminista Classista LIBERTÁRIAS, que organiza mulheres estudantes e trabalhadoras na luta contra toda a exploração e opressão de classe e de gênero, manifesta seu apoio à justa luta travada pelas companheiras e companheiros da USP, que reivindicam seus salários atrasados e desejam acabar com a situação de semi-escravidão a que estão submetidos (péssimas condições de trabalho, superexploração, etc.).

Parabenizamos a iniciativa desses trabalhadores e principalmente das mulheres (maioria neste movimento), as quais constituem a maioria no setor precarizado de serviços em todo o mundo, recebem salários mais baixos e, além disso, sempre foram excluídas das lutas e atuações políticas. Assim, é indispensável que as mulheres estejam à frente do movimento, fazendo-se ouvir em suas reivindicações. Certamente a atuação das trabalhadoras da USP servirá de exemplo e motivação!

A diferença de salário e de direitos entre trabalhadores terceirizados e efetivos é grande. Além de servir como meio de redução dos gastos dos empresários, isso também é feito com o intuito de dividir a classe trabalhadora. A luta dos terceirizados deve ser conjunta com a dos outros trabalhadores, e inclusive é importante lutar para que todos sejam representados pelo mesmo sindicato (no caso, o SINTUSP).

A reivindicação final dos terceirizados, é claro, é ser efetivado. Para isso deve existir a garantia de que os terceirizados já contratados sejam efetivados sem a necessidade de concurso público. Além disso, é preciso lutar contra todo tipo de punição e perseguição aos militantes do movimento trabalhador ou estudantil.

A reitoria é responsável por autorizar a privatização, que prevê a terceirização e sucateamento da universidade. A terceirização nada mais é do que: órgãos públicos entregando dinheiro que o povo produz para que empresas privadas superexplorem o povo, tirando-lhe direitos trabalhistas, e dando-lhe um salário baixíssimo. Tudo isso beneficia apenas os donos dessas empresas que lucram explorando esses trabalhadores ao máximo.

Essa é uma realidade presente em todos os lugares onde há o neoliberalismo, fruto do atual estágio do capitalismo. Dessa forma a luta de vocês é a luta de trabalhadores em todo o mundo.

Os terceirizados, como vanguarda destas lutas devem se unir aos estudantes e demais trabalhadores e continuar defendendo seus direitos de forma combativa


VIVA A INSURREIÇÃO DAS VASSOURAS!


MESMO TRABALHO, MESMO SALÁRIO, MESMO DIREITO. SOMOS TODOS TRABALHADORES!


Coletivo Feminista Classista LIBERTÁRIAS - DF

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Atos em Brasília contra o corte de 3 bi na Educação


Atos nos dias 12 e 13 de abril mobilizam estudantes no início da luta contra o corte na educação. Confira breve relato e mais fotos no blog do Movimento Secundarista:





ABAIXO O CORTE JÁ!
CRESCER O PROTESTO POPULAR!

domingo, 3 de abril de 2011

Saudações da RECC a Oposição de Resistência Classista – Educação/RJ!

Nós da Rede Estudantil Classista e Combativa viemos por meio desta pequena nota saudar a criação da Oposição de Resistência Classista, com atuação na rede estadual dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro. Esta oposição ligada ao Fórum de Resistência pela Base-RJ faz parte de um processo histórico de reorganização da classe trabalhadora, e é ai que reside sua importância e o motivo maior de nossa saudação aos camaradas que agora reforçam de forma coletiva a trincheira da luta anti-governista.

Como estudantes-proletários, que conhecem e sofrem diariamente a precarização das condições de estudo e trabalho nas escolas públicas, reconhecemos em nosso próprio processo de luta a necessidade de romper o corporativismo e se fazer classe ao lado de nossos companheiros professores e servidores, unificando-nos sob a  bandeira classista da Educação Popular. Atualmente tal bandeira significa a luta por melhores salários e condições de estudo, contra o corte de 50 bilhões ao orçamento público, o corte de 3,1 bilhões para a educação e demais ataques anunciados pelo Governo Dilma/PT.

Nos posicionamos ombro-a-ombro aos camaradas da Oposição de Resistência Classista para as batalhas presentes e futuras, com solidariedade de classe e combatividade.

Unidos somos muitos, organizados somos fortes!
Viva a Oposição de Resistência Classista!
Abaixo a Política Neoliberal do Governo Dilma/PT! 

sábado, 26 de março de 2011

8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA

 
A origem do dia 8 de março está ligada a uma greve geral ocorrida no ano de 1857 em uma indústria têxtil de Nova Iorque, onde a maioria dos operários eram mulheres. Refere-se também ao incêndio ocorrido numa fábrica de tecidos em 1911 na qual mais de 100 trabalhadoras morreram.

No dia 8 de março de 1907 houve uma grande manifestação, conhecida como Marcha da Fome, em apoio à greve de 1857. Na marcha da fome houve uma presença majoritária de trabalhadoras que saíram nas ruas de Nova Iorque reivindicando melhores salários e redução da jornada de trabalho para 10 horas. Desde então foram realizadas anualmente manifestações nesse dia.

Durante o II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas (1910), Clara Zetkin, propôs que se criasse um dia internacional da mulher trabalhadora. Segundo ela, era essencial criar uma referência internacional para a luta das mulheres.

No entanto, o capitalismo se apropriou da luta das mulheres no dia 8 de março, que tinha um caráter de classe (trabalhadoras), e a subordinou ou mesmo reduziu a opressão de gênero. As principais conquistas ressaltadas estão relacionadas com o  direito ao voto, a igualdade perante a lei ou a oportunidade de assumir cargos de chefia. Mas isso não muda a realidade de exploração que sofrem a maioria das mulheres.

É ilusão acreditar que a luta pelo sufrágio universal virá atrelada a uma construção de uma sociedade igualitária. A igualdade perante a lei não é ainda uma igualdade efetiva e a garantia assumir cargo de chefia não tem como conseqüência a humanização das instituições, pois as instituições de privilégios serão injustas tanto se forem administradas pelos homens quanto pelas mulheres.

Dessa forma, não podemos nos deslumbrar com a vitória da presidente Dilma Rousseff e pensar que acabará a exploração de gênero e classe. Dilma serve aos interesses capitalistas, que não beneficiam a mulher. A libertação da mulher trabalhadora somente será efetiva quando realizada pela mulher trabalhadora.

Nós do Coletivo Feminista Classista LIBERTÀRIAS acreditamos que a luta contra a opressão de gênero está vinculada à luta contra a opressão de classe, e que lutar contra uma é necessariamente lutar contra a outra.

 
AVANTE A LUTA DA MULHER TRABALHADORA!
VIVA O COLETIVO LIBERTÁRIAS!
VIVA A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

coletivolibertarias@gmail.com




POEMA

Disseram que a mulher se libertou
Não foi o que  a Maria achou
Ela trabalha duro todo o dia
E tem raros momentos de alegria
Ela gera dinheiro para o patrão
Mas no fim do mês, fica sem um tostão
Disseram que a mulher é a rainha do lar
Não é o que acha a Cleomar
Limpa a casa até anoitecer
Enquanto o marido assiste TV
Esse marido também é explorado
Mas trata a mulher pior do que é tratado
Disseram que a mulher é assim naturalmente
Tem que cuidar dos filhos, da casa, e de toda a gente
Ah, mas que gente incompetente!
Não suspeita que a mulher é diferente
Que ela pensa, ama, chora
Que perde suas preciosas horas
Em trabalhos que ninguém reconhece
Em esforços que todos esquecem?
E se a mulher trai o marido
É motivo pra pancada
Mas se o marido trai a mulher
Ah...Ninguém lembra de nada
A mulher é duplamente explorada
Trabalha em casa e não recebe nada
Trabalha fora e é humilhada
Oprimida também pela mulher  patroa
Pois há mulheres que ganham dinheiro e esquecem das outras
Disseram que a mulher é objeto
E ainda acham isso correto
Em cada propaganda odiosa e machista
Que expõe só o seu corpo na revista
Que esquece que a mulher também é pessoa
Essa é a verdade doa a quem doa
A mulher é escritora inteligente, artista
Trabalhadora da fábrica, cientista
Ela é lutadora e defende seus direitos
E aos poucos desfaz os preconceitos
Ela luta com força contra o patrão opressor
E tenta convencer o companheiro trabalhador
De que homens e mulheres do povo são iguais
E aqueles que os oprimem não o farão jamais
E ao invés de se sentirem sozinhas e unitárias
Se unem e gritam forte: Viva as LIBERTÁRIAS!


sexta-feira, 11 de março de 2011

PROBLEMAS TÉCNICOS

Camaradas,
estamos com problemas técnicos no blog da RECC que será resolvido em breve.
No entanto, todo nosso conteúdo continua disponível para acesso através do link abaixo:
Continue acompanhando nossas atualizações.
Agradecemos sua compreensão.
Nem um passo atrás!
Viva a Rede Estudantil Classista e Combativa!

Semana Nacional Classista e Combativa - 2011


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Comunicado da RECC-CE nº1

A luta pelo Passe Livre: entre divisionismos e boicotes

Recentemente a máfia do Sindiônibus anunciou que queria aumentar em 22% a passagem de ônibus. Esse seria o maior aumento percentual do país. Alegaram que a elevação do preço da tarifa seria em decorrência do pequeno aumento salarial dos trabalhadores rodoviários, que foi de 7%.

A posição da prefeitura/Etufor foi defender um aumento de R$ 2,00 para fingir não fazer parte do mesmo bloco de poder do Sindiônibus. Sabemos que Prefeitura/ETUFOR/Sindiônibus possuem os mesmos interesses, isso ficou muito claro na última greve dos rodoviários em 2010, onde os ataques aos trabalhadores ocorria de maneira sistemática de todos esses setores juntamente com a mídia burguesa.

A máfia dos transportes e a luta dos estudantes e trabalhadores

Cabe resaltar a importância do Sindiônibus em Fortaleza. Este não representam apenas uma empresa que recebe várias concessões fiscais da prefeitura/PT e de Cid/PSB, como o não pagamento do ICMS e do ISS. Ele é na verdade um importante investidor nas campanhas eleitorais e representa um verdadeiro ultra-monopólio com influência política no Estado. Os empresários Chiquinho Feitosa e Jacó Barata possuem juntos mais da metade do controle sobre os ônibus da cidade. Por isso é necessário unificar campanhas estudantis contra o aumento da passagem e pelo passe-livre, com campanhas de rodoviários por reajuste salarial e contra o Sindiônibus/Luizianne/CID, tendo como mote geral a campanha: Todos contra o Sindiônibus.

A prefeita Luiziani/PT diz que a passagem em Fortaleza é a mais barata das capitais do Brasil. O que é uma mentira, pois mesmo Salvador e São Paulo, que possuem passagens mais caras, tem o PIB muito maior do que o nosso. Resumindo, em termos relativos a passagem de ônibus em Fortaleza é a mais cara do país.

Diante dessa situação, um conjunto de militantes formou em novembro de 2010 o Fórum de Luta pelo Passe Livre (FLPL). A primeira pauta foi a batalha contra a intensificação da bilhetagem eletrônica através da implantação do chip da "Libercard" nas carteiras de estudantes. Essa empresa de cartão de crédito é de um dos diretores do Sindiônibus, o que possibilita o controle da meia e sua limitação pelos empresários.

Iniciou-se assim um debate com os trabalhadores rodoviários para organizarmos uma luta em conjunto, na construção de uma verdadeira unidade proletária-estudantil, com estudantes da UECE e UFC, secundaristas e movimento popular através dos atingidos pela Copa. Tirou-se como mote geral Todos Contra o Sindiônibus e a luta pelo Passe-Livre para estudantes e desempregados e a chamada para o primeiro ato contra o aumento de passagem em Fortaleza para 24 de fevereiro, no possível dia de anúncio de reajuste da passagem.

Sobre divisionismos e boicotes

Diante disso o governismo e o para-governismo, inicialmente através do DCE da UFC (PSOL/PSTU) mostrou-se cambeleante perante aos fatos. A ala Psol/Toda Voz ora participava das reuniões, para falar que não havia sentido no espaço do Fórum, ora boicotava o espaço. Mas quando sua base de apoio começou a participar mais organicamente do Fórum estes se viram obrigados a participarem, mesmo que aparelhando-o. A ala PCR/UJR, governista, chamou outro espaço de luta contra o aumento da passagem. E a posição mais burocrática de todas foi a da ANEL/PSTU de tentar convocar outro espaço e recomendado a direção do SINTRO, que estava participando conosco do Fórum, de não participar pois este seria um espaço "anti-PSTU". Não queriam que seus militantes mais sinceros se distanciassem de sua burocracia, mesmo que para isso boicotasse a luta.
O divisionismo provocado pela burocracia para-governista do PSTU, na direção do Sintro e dos DCEs UECE-UFC, convocou até mesmo outro ato no dia da manifestação convocada pelo Fórum. Na clara tentativa de dividir o movimento. Várias reuniões de cúpulas foram convocada pelas burocracias para-governistas através do DCE-UECE e da Conlutas para conter o desenvolvimento autônomo do Fórum. O resultado foi a convocatória para outro ato no dia da manifestação convocada pelo Fórum, mas como estes iam ficar isolados, entraram no Fórum para fazer propagando do seu ato. Posição semelhante foi do PCR, que convocou um ato no mesmo horário do ato do Fórum, divulgando nos mesmos locais que havíamos passado, em uma clara tentativa de confundir os estudantes.

Os boicotes de todos os gêneros, seja o passivo como do PSOL ou ativo como do PSTU, chegando ao aprofundamento do divisionismo, e o paralelismo executado pela UJR, foram faces da mesma moeda, o DCE-UFC. Isso demonstra que a desculpa utilizada para se formar uma chapa de frente de esquerda ao DCE com o intuito de "tocar" as lutas se mostra inválida, pois quando se chega a uma situação real, como a luta contra o aumento da passagem, cada burocracia atua por si.

Desde o começo de novembro de 2010 a tática da Rede Estundatil Classista e Combativa (RECC) foi a de convocar e fomentar comitês de base em cada curso universitário, escola e local de trabalho, para dar caráter real de base ao Fórum e se opor a metodologia de cúpula engendrada pelas burocracias para-governistas ao longo de quase uma década de construção de frentes unitárias sobre a questão do transporte em Fortaleza.

O ato de 24 de fevereiro: entre a ação direta e o parlamentarismo

Luizianne, quando foi eleita em seu primeiro mandato, teve como principais eleitores os estudantes combativos que lutaram contra o aumento da passagem em 2004 e contra as propostas abusivas de Juraci-PMDB. Sabendo disso, em 2011 anunciou o aumento de passagem justamente no período de férias das escolas públicas, neutralizando os estudantes secundaristas que são os principais sujeitos das lutas contra o aumento de passagem.

A Manifestação do dia 24 de fevereiro teve um número expressivo de estudantes, entre 150 e 200, mas obviamente todo as diferentes matizes de divisionismo e boicote, anunciados acima, influênciou quantitativamente na manifestação. Como já foi dito, mesmo os setores hegemônicos do DCE-UFC (Toda Voz-PSOL) tendo aparecido de última hora para participar do ato contra o aumento da passagem, conseguiram expressar nitidamente as as suas táticas recuadas para os movimentos de massa. Tendo como principal propósito a aparição de figuras públicas, como o vereador pelego-mor João Alfredo/PSOL, que enquanto PT não se opôs a Reforma da Previdência, o parlamentarismo estudantil tem como estratégia o apoio ao parlamentarismo burguês e rejeita vilmente as táticas da ação direta estudantil, a única que nos poderá levar a vitória.

E a tendência é que isso se aprofunde, pois está marcada para a Câmara Municipal uma audiência pública, sobre "mobilidade urbana", aproveitando também o principal mote da campanha de João Alfredo, que é a bandeira pequena-burguesa do uso de bicicletas, bandeira essa que o DCE-UFC também se utiliza.

Veremos então, possivelmente, a tentativa de que o Fórum de Luta Pelo Passe-Livre venha a ter mais orgânicamente uma postura parlamentarista, no qual nossa principal atuação será a partipação em audiências públicas e demais táticas legalistas que retiram como central o protagonismo estudantil e a ação direta das massas.

Por isso convocamos todos os estudantes sinceros do povo a construirem pela base, comitês de luta pelo passe-livre nas escolas universidades e locais de trabalho. Convocamos estes estudantes que se opõem ao parlamentarismo estudantil a construirem conosco a REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA.

Venha construir a RECC

A Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) nasceu em 2009 durante o Congresso Nacional de Estudantes numa plenária que reuniu militantes do movimento estudantil de vários lugares do Brasil (RJ, DF, CE, SP, RS, GO). Atualmente possui uma atuação organizada nos movimentos de curso (Ciências Sociais, Geografia, Serviço Social, Pedagogia), universidades e escolas secundaristas. Durante esse pouco tempo de existência, a RECC construiu uma rede de oposições estudantis para combater o governismo, representado pelas entidades pelegas UNE e UBES. Acreditamos que é fundamental reorganizar o movimento estudanil sob um programa anti-governista (contra as políticas neo-liberais do Governo Lula-Dilma), classista (a luta dos estudantes deve estar relacionada as demais lutas da classe trabalhadora) e combativo (somente a ação direta poderá conquistar nossas reivindicações).


2,00 reais é roubo!

Passe livre ou rebelião!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Comunicado da RECC-DF nº03 - A Luta contra o aumento salarial dos parlamentares


OCUPAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO (01/02): AVALIAÇÕES PARA PROSSEGUIR A LUTA!

No último dia primeiro de fevereiro, ocorreu uma manifestação, organizada e composta por estudantes e trabalhadores, contra o aumento dos salários dos parlamentares e de demais cargos do executivo aprovado a toque de caixa no final do ano passado com apoio massivo dos parlamentares. Nos preparativos do ato do dia primeiro, foi decidido pelo fórum de estudantes e trabalhadores que compõe o movimento, entre eles membros da própria RECC, que o objetivo da manifestação não se resumiria a ser mais uma ocupação de vias, partindo da rodoviária do plano piloto, como foram os demais atos, mas sim incluiria uma ação direta mais combativa. Desse modo, a comissão de organização do ato, eleita na assembléia do movimento, decidiu por ocupar o Ministério do Trabalho e lá permanecer até que duas pautas do movimento fossem atendidas: 1) entrega e leitura da carta de reivindicação para o ministro/burocrata de plantão Carlos Lupi, e 2) leitura da mesma carta na Voz do Brasil, conclamando a classe trabalhadora brasileira para aderir aos protestos e barrar o absurdo aumento salarial dos parlamentares assim como lutar por melhores salários e condições vida.


Ainda que com um desvio de percurso devido à presença inesperada da polícia na frente do ministério, o ato do dia primeiro conseguiu parcialmente concluir seus objetivos, ocupando o hall de entrada do ministério e fazendo o ministro receber e escutar a leitura da carta de reivindicações. No entanto, ao longo do ato, o movimento e a ocupação incorreram em diversos erros que, na nossa concepção de luta classista, minaram a força do ato e acabaram por levá-lo ao espontaneísmo e à perda de foco. É importante salientar que em manifesto da RECC distribuído no próprio ato já alertávamos quanto ao problema do espontaneísmo pequeno-burguês defendido por indivíduos e grupos, principalmente o MPL. [1]


A MÍDIA BURGUESA E OS PARTIDOS REFORMISTAS


Durante a ocupação ocorreu um debate sobre a mídia que é importante que seja aprofundado pelas organizações classistas. Primeiramente, a mídia corporativa e burguesa é um instrumento dentro da sociedade capitalista para a manutenção da exploração que sofre as massas proletárias, e isso ocorre pelo fato dela ter o monopólio das informações transmitidas em tempo integral a todos os lares, locais de trabalho e de lazer e ser financiada e sustentada por grandes capitalistas (banqueiros, latifundiários, políticos, industriais etc), fazendo com que o seu conteúdo criminalize as lutas populares, distorça e/ou omita informações destas.

Alguns manifestantes entendem a luta a partir de uma perspectiva “midiática” semelhante ao dos partidos reformistas (PT, PCdoB, PSTU, PSOL). No primeiro caso, a confiança na mídia muitas vezes é advinda da possibilidade de que a mídia possa “trabalhar conjuntamente ao movimento”, dando uma publicidade nacional a ele, e servindo inclusive como instrumento de pressão sobre a burguesia e sobre o governo. No segundo caso, dos partidos reformistas propriamente ditos, tal apego pela mídia é advindo de uma prática oportunista que objetiva capitalizar eleitoralmente as lutas populares para sua legenda eleitoral. No entanto, ambas as perspectivas deixam as lutas submetidas aos desmandos da mídia burguesa, pois, para fazer a mídia “ficar do nosso lado” (sic) vale tudo: não pode utilizar máscaras, não pode fazer ação direta, não pode transigir os limites dessa legalidade burguesa.

Não estamos querendo dizer com isso que nunca se possa utilizar da mídia burguesa para publicizar determinada causa, o que estamos querendo dizer é: esta não deve ser a base de sustentação da luta, a base de sustentação deve ser as massas estudantis organizadas, e estas organizações devem criar seus próprios veículos de propaganda: jornais, cartazes, panfletos, pintura em muros, páginas na internet etc.


A OCUPAÇÃO DO MINISTÉRIO


Em primeiro lugar, houve uma imensa confusão no modo como foram conduzidas as assembléias dentro do ministério, em especial a que determinou a permanência da ocupação após a entrega da carta ao ministro. Nós da RECC entendemos que foi um modo errado de se fazer a votação entre permanecer ou não sem que houvesse uma reivindicação condicionante de nossa saída. Desse modo, votamos em favor de se manter a ocupação, mas reconhecemos que lá permanecer sem termos bem definido a pauta de luta foi um erro responsável pela relativa desmobilização do movimento. Acreditamos, portanto, que a ocupação deveria ter mantido sua pauta original e ter exigido do ministro a leitura da carta na Voz do Brasil. Em face da confusão das assembléias, muitos estudantes (alguns manifestantes sinceros, outros notórios oportunistas) acusaram a RECC de aparelhamento do ato. Nós da RECC respondemos: lutamos para que todas as decisões do movimento sejam tomadas em assembléias democráticas e abertas para todos os participantes, sejam elas as que precedem o ato ou aquelas que ocorrem durante ele. Todos os posicionamentos de membros da RECC foram submetidos às assembléias, ora sendo acolhidos, ora não. É esse o método de democracia de base que acreditamos e defendemos como parte da luta classista e combativa. Em nenhum momento a RECC assumiu a liderança do ato em detrimento da vontade da massa de estudantes.

Em segundo lugar, houve um mal-estar, expresso em falas durante a ocupação, com uso de máscaras por alguns manifestantes. Nesse caso, é preciso justificar o uso de máscaras como medida de segurança. Ao fazer uma ação direta, como uma ocupação, é necessário que nós nos protejamos contra as possíveis retaliações das forças policiais e da justiça burguesa. A experiência nos ensinou de qual modo os fiéis cães da burguesia defendem seus patrões. A utilização de máscaras não deve ser entendida como um mero fetiche, ou um adereço estético. Precisamos encarar a dura realidade da luta de classes e nos precaver contra nossos inimigos. A identidade que devemos preservar não é a dos indivíduos em si, mas a da justa luta das massa.

Por fim, é preciso reconhecer que o movimento perdeu-se em discussões subjetivas e pouco práticas, querendo justificar posições com base na história individual de alguns manifestantes e não na realidade objetiva do ato e na sua correlação de forças. Isso se deu em alguns momentos através do discurso do "apartidarismo", segundo o qual correntes organizadas não poderiam intervir na condução do ato com o objetivo de disputá-lo politicamente. Nesse caso, precisamos responder: o "apartidarismo" é um engodo pequeno-burguês sustentado por pseudo-anarquistas que buscam despolitizar o movimento e basear suas decisões não mais nas deliberações coletiva dos estudantes e trabalhadores, mas sim nas relações de amizade e/ou na busca de "consensos" inexistentes. Defendemos, isso sim, a organização (sindical, popular e estudantil) e a democracia de base, a ação direta como método privilegiado de luta e o classismo como elemento unificador das nossas pautas. Por isso, acreditamos que a RECC seja o instrumento adequado para a reorganização do movimento estudantil anti-governista que combata os putefrados fóruns de UNE e UBES e o eleitoralismo reinante; que permita a autonomia do movimento estudantil em relação aos patrões e governos e que seja capaz de conduzir a luta para obtenção de reais vitórias. Fazemos, assim, um chamados aos estudantes que percebem que a luta contra o aumento dos parlamentares é apenas um evento numa longa cadeia de lutas e que, para fazer face às exigências históricas de nossa classe, é necessário construir organizações capazes de conduzir nosssas lutas.


POR ISSO FAZEMOS O CHAMADO: VENHA CONSTRUIR A RECC!
FORA TODOS: SALÁRIO PARA O POVO, NÃO PARA OS PARLAMENTARES!
FORA UNE E UBES PELEGAS!




____________________________
Notas:

[1] Ler o Comunicado nº2 da RECC-DF, A Luta contra o aumento dos parlamentares: entre o reformismo parlamentar e a luta classista e combativa

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fotos da ocupação contra o aumento do salário dos parlamentares! (01/02/2011)

No dia 1º de fevereiro de 2011, cerca de 200 estudantes e trabalhadores, ocuparam o Ministério do Trabalho reivindicando 62% de aumento para o salário mínimo, 10% do PIB para a educação e revogação imediata do aumento dos parlamentares. A ocupação se iniciou as 13h e terminou as 18h, no qual foi entregue a carta de reivindicações ao Ministro do Trabalho Carlos Lupi. A RECC esteve presente no ato disputando uma linha classista e combativa para a luta dos estudantes e trabalhadores brasileiros.

AVANTE A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

CONSTRUIR E FORTALECER AS OPOSIÇÕES ESTUDANTIS ANTI-GOVERNISTAS PELO BRASIL INTEIRO!

"Fora Todos! Fora Já! Salário para o Povo, e Nao para os Parlamentares!"


[manifestantes ocupando as quatro faixas do eixo monumental]


[manifestantes garantem as faixas ocupadas a revelia da polícia/repressão]


[Manifestantes com bandeira da Oposição CCI ao DCE-UnB e segurando faixa da RECC: "Salário para o Povo e não para Parlamentar!"]


[Bandeiras da RECC e Oposições filiadas levantadas na linha de frente]


[manifestantes com máscaras e bandeiras fechando as ruas do eixo monumental]

[Estudantes e Trabalhadores ocupam o Ministério do Trabalho!]




[Assembléia na ocupação do Ministério do Trabalho]

[Ministro/burocrata Carlos Lupi recebe e ouve a leitura da carta de reivindicações por parte dos estudantes]



[Manifestantes após a tomada do hall de entrada do prédio controlam a porta de entrada]


- FOTOS DE OUTROS ATOS CONTRA O AUMENTO SARIAL DOS PARLAMENTARES ANTERIORES A OCUPAÇÃO DO DIA 01/02:

[TODO PODER AO POVO!]

[Bandeira da RECC tremula junto a luta dos estudantes]


Ousar Lutar, Ousar Vencer!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Manifesto do Coletivo Território Livre (CTL) ao XIX ENEG


19º Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia – Brasil

Aos camaradas reunidos em Vitória/ES;
A todos/as estudantes de geografia do Brasil.


UFES, 6 a 12 de fevereiro de 2011.



Duas causas, um efeito: o esvaziamento político e a esterilidade prática.

Há algum tempo o movimento estudantil de geografia nacional sofre de um duplo mal. Por um lado uma grande parte dos nossos colegas sequer reconhece os fundamentos básicos dos espaços estudantis, como os CA’s e encontros nacionais e regionais. Sua função mínima e imediata é de organizarmo-nos para intervir na realidade de nosso curso assim como intervir no papel que exerce a educação como um todo na sociedade. Esta incompreensão, que deve ter suas causas apuradas, reproduz uma prática nestes espaços que troca, em geral, o dever coletivo pelo coleguismo festivo, cujo resultado é o notável esvaziamento político. Nossos ENEG’s se tornam, para muitos, mero pretexto para mais uma viagem turística de curtição.

Por outro lado, vemos a tentativa frustrada de organização destes espaços, levada a cabo principalmente pelo setor autodenominado “apartidário”. Não seria exagero dizermos, primeiro, que o direcionamento que este setor dá aos ENEG’s e à CONEEG (Confederação Nacional de Entidades de Estudantes de Geografia) os faz correr em círculo, “atrás do próprio rabo”. Quer dizer, tais espaços existem quase que em função de si mesmos, sem nunca avançar para as tarefas exteriores aos de sua própria “organização” e aos temas que se discute de forma vazia, sem nunca sair deste plano discursivo, diga-se de passagem. Segundo, sua própria “organização” possui debilidades graves. Fantasiados atrás dos discursos de “gestão participativa”, “espaço autônomo”, “autogestão” e etc, realizam na essência uma prática da tirania pela falta de estrutura democrática. Em diversos momentos buscam contrapor aos modelos burocratizados dos partidos eleitoreiros o seu também nefasto individualismo e o espontaneísmo. Esta é uma falsa oposição: o burocratismo dos partidos reformistas só poderá ser vencido por um programa muito bem definido e uma estrutura organizativa que coloque definitivamente o poder nas bases estudantis.

Acreditamos que um problema está intimamente ligado ao outro. O esvaziamento dos debates pode ser gerado pela falta de capacidade que um Encontro Nacional, um CA ou a CONEEG possuem para atrair e agregar as demandas mais sentidas pelos estudantes em uma organização democrática que lute para resolvê-los, assim como o esvaziamento político destes espaços faz reproduzir tal desorganização. Uma solução, no entanto, não virá da noite para o dia, baixando uma série de decretos e resoluções, muito menos por um tipo de organização caricatamente presidencialista, antes que o sugiram.


Movimento Estudantil de Geografia: romper com os apartidários, romper com os governistas e reformistas: uma só tarefa para a reorganização pela base.

Apontados os males acima, não devemos fechar os olhos para outros cânceres no movimento estudantil. O pior e mais corrosivo se chama UNE – União Nacional dos Estudantes. Tal entidade, que em sua história respirou pouco tempo de combatividade durante a ditadura civil-militar, encontra-se hoje completamente burocratizada e atolada na dependência política e econômica dos Governos do PT (Lula-Dilma) e com grandes capitalistas (Petrobras, Fundação Roberto Marinho, Banco do Brasil etc). A UNE não passa de uma tropa de choque submissa ao governo em meio aos estudantes, uma mera correia de transmissão dos programas de seus chefes de Estado e por isso deve ser prontamente rechaçada.¹

Em suposta alternativa, vemos por aí uma outra entidade, a ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livres. A ANEL, entretanto, é apenas o resultado de uma política frustrada do PSTU para aliar-se ao PSOL no plano eleitoral burguês via “frente de esquerda”. Esta eterna paquera trouxe como conseqüência o desligamento orgânico do movimento estudantil com o movimento dos trabalhadores na então CONLUTAS, sendo necessário a criação da ANEL como um refúgio consolativo. Para piorar, esta entidade não rompe definitivamente com o governismo, estando ligada a setores que inclusive possuem cargos de direção na UNE, e nem rompe com métodos burocráticos e legalistas de luta, se ridicularizando nas “lutas” via twiter, projetos de lei, plebiscitos etc.²


Construir um Movimento Nacional de Oposição: pela aliança dos estudantes antigovernistas e combativos

Compreendemos que a tarefa de recolocar o Movimento Estudantil de Geografia no caminho das lutas passará necessariamente pela atuação coordenada de estudantes e coletivos em nível inter-escolar. Chamaremos isso de reorganização pela base. Não estamos nos referindo a uma coordenação qualquer, nem a mais um GT que se perde em terapia coletiva ou divagações idealistas. Estamos propondo aqui um espaço nacional que sirva para debater e articular a atuação daqueles estudantes e coletivos sinceros que se oponham a atual direção que vem tomando nosso movimento. Para tanto, propomos aos camaradas comprometidos com a tarefa da reorganização uma unidade mínima em torno da seguinte linha:

  • a) antigovernista: romper com a UNE e lutar contra as políticas neoliberais do Governo Lula-Dilma/PT para a educação (Corte Orçamentário, REUNI, ProUNI, Lei de Inovação Tecnológica, Fundações Privadas, Cursos Pagos etc);
  • b) classista: que estabeleça um programa claro aos estudantes proletários e se organize ao lado da classe trabalhadora, seja dentro da universidade, com professores, servidores e terceirizados, ou fora dela, com desempregados, camponeses, secundaristas etc;
  • c) combativa: que eleja a ação direta como a forma central de luta para conquistar nossas reivindicações, rechaçando a via estéril das eleições burguesas e os meios legalistas e burocráticos tais como petições e audiências públicas, projetos de lei e abaixo-assinados, participação em conselhos universitários e etc;
  • d) democracia de base: que reconheça a necessidade da base estudantil ser o agente protagonista das decisões e lutas, rejeitando os velhos acordos entre cúpulas, a nova tendência desorganizadora “autonomista/apartidária” que dá a direção pelo coleguismo e as disputas oportunistas e aparatistas para se tornar uma “direção sem base”.

O Coletivo Território Livre acredita que tal Oposição Nacional deve canalizar os esforços por enquanto dispersos dos estudantes e demais coletivos a fim de (1) impulsionarmos em todos os níveis (local, regional e nacional – em especial o local) discussões que superem a apatia desorganizadora que nos encontramos, (2) que façamos ser cumpridas as deliberações acertadas tomadas neste espaços e que, (3) mantendo uma independência necessária,btoquemos atividades de agitação, propaganda e organização pela própria Oposição.


Construir um Congresso Nacional de Base

A participação nos espaços do ENEG atualmente não esta pautada por nenhum critério e orientação política que venha das bases. Esta lógica da participação individual e sem compromisso deve ser alterada. Um encontro deve servir para ter representado todas as posições políticas dos estudantes de cada escola deste país e o direcionamento eleito democraticamente pela vontade da maioria. Tal espaço não cabe neste atual modelo de ENEG. Por isso devemos construir um Congresso Nacional de Base dos Estudantes de Geografia, que sirva como órgão regular máximo de deliberação, colocando o poder nas bases organizadas, que elegem delegados ao Congresso de acordo com programas e teses defendidas e aprovadas em cada escola.


Participe da Plenária Pró-Encontro Regional dos Estudantes de Geografia do Centro Oeste

Convocamos todos os estudantes das escolas do Centro Oeste para participarem no dia 7 de fevereiro às 20h (local a definir!) da Plenária Pró-EREGEO/CO. O Centro Oeste não possui um espaço próprio. Aderimos ao chamado desta Plenária por entendermos que nossa proximidade física deve favorecer as lutas e a solidariedade com as demandas comuns que temos em defesa da educação. Compareça!


Nem um passo atrás!

Já é hora de superar o discurso da neutralidade: tomemos nossos postos diante da luta de classes. Querer ser neutro é um posicionamento reacionário que só serve para manter as coisas tal como estão. Não permaneceremos parados diante do nosso povo que morre todos os anos nos deslizamentos de encosta, soterramentos, enchentes e nas chacinas policiais. Utilizemos a ciência geográfica como arma dos trabalhadores na luta contra o capitalismo.


CONSTRUIR UMA OPOSIÇÃO NACIONAL NO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE GEOGRAFIA!
POR UMA CIÊNCIA GEOGRÁFICA CRÍTICA E A SERVIÇO DA CAUSA DO POVO!
VIVA A AÇÃO DIRETA DOS ESTUDANTES E TRABALHADORES!



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REDE.MECC@GMAIL.COM


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¹ - Ver Comunicado da RECC-Brasil Nº 03, janeiro de 2011: UNE recebe presente de natal milionário do Papai
² - Ver Boletim AVANTE! Nº01, setembro de 2009: Análise do Congresso Nacional dos Estudantes: Um congresso a serviço de uma nova entidade. Uma nova entidade a serviço do oportunismo.