segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abaixo o ACE e o Sindicalismo de Estado e Corporativista! Construir um Sindicalismo Revolucionário com Ação Direta dos Trabalhadores através das Oposições de Base!

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), filiado à CUT, elaborou o anteprojeto do Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico, ou simplesmente Acordo Coletivo Especial (ACE). O ACE foi entregue ao Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marco Maia, durante o 7° Congresso do SMABC (2011), e em agosto de 2012, foi encaminhado para votação no Congresso Nacional.

O principal objetivo do ACE é flexibilizar a legislação trabalhista a partir da negociação direta entre o sindicato e a empresa. Trata-se de uma evolução do sindicalismo que colabora com o patrão e o governo, pois está além da participação em fóruns tripartites e do apoio às políticas do governo. Agora, o próprio sindicato assume o papel do governo, ou mesmo dos partidos burgueses, ao propor um anteprojeto de lei de tipo neoliberal, como parte da reforma trabalhista.

Com o ACE, será possível negociar os direitos dos trabalhadores presentes na CLT. Isso em um período de avanço da reestruturação produtiva capitalista e de desorganização de milhares de categorias de trabalhadores e cooptação de sindicatos e centrais às empresas e governos. Adotando um discurso de que “negociar é moderno”, os governistas estão fragilizando ainda mais a capacidade de resistência e reação dos trabalhadores frente as imposições da burguesia, consolidando a colaboração entre as classes em detrimento da luta de classes.

sábado, 20 de abril de 2013

Pela união combativa e internacionalista da luta estudantil na América Latina!

Seguindo a tarefa de dar início a uma linha combativa e classista a nível internacional, a RECC lança este pequeno texto de convocatória para a abertura de diálogos internacionalistas com estudantes e trabalhadores da América Latina e do mundo. Sabemos o quão árduo será o processo histórico de reconstrução de uma organização internacional de classe nos moldes que defendemos, mas sabemos também da necessidade de dar início a esse processo imediatamente. O texto apresentado a seguir foi distribuído no formato de panfleto em dois encontros universitários internacionais, um deles realizado no Peru, durante os dias 8 a 12 de abril, e o outro na cidade de Foz do Iguaçu, durante os dias 11, 12 e 13 de abril. Anteriormente a essa iniciativa da RECC, outros dois grupos estudantis latinoamericanos entraram em contato conosco, o que demonstra as possibilidades reais de iniciar tal processo.
 AVANTE! Nenhum passo atrás!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nota de saudação da GEA à RECC

Agradecemos a saudação espontaneamente redigida pelos companheiros do GEA (Grupo Estudiantil Anarquista), da Colômbia, reconhecendo a importância da SNCC (Semana Nacional Classista e Combativa) para manter a memória de estudantes que tombaram e ao nosso esforço na reorganização do Movimento Estudantil combativo. Demonstrações como essa nos fortalecem na certeza do caminho que estamos tomando, na seriedade da luta combativa dos estudantes.

Aproveitamos também para ressaltar a importância da construção internacionalista do Movimento Estudantil Combativo, pois sabemos que nossa classe é internacional e que a exploração dos trabalhadores e estudantes acontece no mundo todo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Semana Nacional Classista e Combativa



Brasil, Março de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº13
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A Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), realiza todo ano a Semana Nacional Classista e Combativa como forma de celebrar o dia 28 de Março: Dia Nacional de Luta dos Estudantes. Dia em que o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto foi assassinado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em 1968. O objetivo da Semana é realizar atividades de agitação e propaganda, relembrando a História de luta dos estudantes brasileiros e debatendo a realidade de hoje. Assim, realizaremos entre os dias 25 de Março e 1º de Abril a Semana Nacional Classista e Combativa em Brasília-DF, Fortaleza-CE, Rio de Janeiro-RJ, Goiânia-GO, Jataí-GO, Marília-SP, Campo Grande-MS e Salvador-BA. Apoie e participe! O esquecimento é a morte! A luta é a vida!
O companheiro Edson Luís vive!
Não esquecemos nem perdoamos!
Punição aos criminosos da ditadura!


De 1968 à 2013: O que a criminalização do movimento estudantil de hoje tem a ver com a morte de Edson Luís?


Morte de Edson Luís reuniu cerca de 50 mil pessoas em
marcha para seu sepultamento. A comoção nacional marcou
dezenas de manifestações combativas Brasil afora.
     O dia 28 de março, que a partir do ano de 1968 passa a ser o Dia Nacional dos Estudantes, é desde então cercado pela lembrança da morte do secundarista Edson Luís de Lima Souto. Edson foi o primeiro estudante assassinado pelas forças policiais da ditadura civil-militar quando participava de um ato no restaurante estudantil Calabouço, foco de grandes mobilizações no Rio de Janeiro, reivindicando melhores condições de assistência estudantil, quando os militares entraram metralhando os estudantes que ali manifestavam. A comoção se nacionalizou rapidamente. Mas tal acontecimento nos remete a uma discussão ainda presente nos dias de hoje: a repressão aos estudantes em luta por melhores condições de estudo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

8 de março: dia da mulher trabalhadora

Em 1857, uma greve geral paralisou as atividades de uma indústria têxtil de Nova Iorque por conta das péssimas condições de trabalho a que eram obrigadas a ser submeter um grande número de mulheres. No mesmo ano, no dia 08 de março, a Marcha da Fome contou com a presença majoritária de trabalhadoras reivindicando nas ruas melhores salários e redução da jornada de trabalho para 10 horas. Em 1911, um incêndio numa fábrica de tecidos matou mais de 100 trabalhadoras. Desde então, são realizadas anualmente manifestações nessa data.

A mídia burguesa celebra o 08 de março. Vende presentes e o mito da igualdade de gênero, propaga a imagem da mulher empoderada, em cargos de chefia nos altos postos do capitalismo, como se a força de vontade fosse garantia de sucesso para qualquer mulher.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Criminalização dos movimentos políticos e sociais:



Denúncia do Ministério Público de São Paulo pretende levar 72 estudantes e trabalhadores da USP a 8 anos de cadeia

 

Brasil, 17 de Fevereiro de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº12
www.redeclassista.blogspot.com   |   rede.mecc@gmail.com




No dia 5 de fevereiro presente, o Ministério Público de São Paulo encaminhou denúncia contra 72 estudantes e trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) que participavam da ocupação do prédio da Reitoria em novembro de 2011. Entre os “crimes” acusados pelo Ministério Público (MP) estão formação de quadrilha, posse de explosivos, danos ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação, que podem levar a 8 anos de detenção.

A ocupação possuía como principal reivindicação o fim do convênio entre o Reitor da USP, João Grandino Rodas, e a cúpula da Polícia Militar para presença ostensiva desta no campus. Após a emissão de reintegração de posse pela Justiça de SP, o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), autorizou a tropa de Choque cumprir a desocupação do prédio. O ato da desocupação foi marcado pela desproporcionalidade de cerca dos 400 militares para a retirada dos 73 manifestantes, havendo ainda denúncias de abusos como torturas psicológicas e físicas por parte da polícia, e forte campanha midiática para deturpar os fatos e gerar argumento favorável ao uso da violência policial.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Repúdio a agressão integralista na UnB

Na primeira noite
Eles se aproximam
Colhem uma flor de nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem
Pisam as flores
Matam nosso cão
E não dizemos nada.
Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada
(Maikowsky)

Carta dirigida aos estudantes de Filosofia, Departamento de Filosofia e Reitoria, tal qual a comunidade acadêmica da Universidade de Brasília - UnB e sociedade civil.

Viemos por meio desta fazer uma emergente denúncia de agressão física realizada contra o estudante do terceiro semestre do curso de Filosofia da UnB, Luciano Sousa Lira, militante negro do movimento estudantil, morador da periferia de Brasília.
No dia 21 de janeiro do presente ano, por volta das 20h, no espaço de convivência denominado “A Oca”, ao lado do prédio da Reitoria, enquanto o companheiro Luciano conversava em tempo livre com uma colega, Karen, estudante do primeiro semestre de Química, foi covardemente atacado com uma pedrada pelas costas e diversos socos pelo também estudante de Filosofia Rennan Souza Melo, matrícula 11/0138562, membro da atual Gestão do DCE Aliança pela Liberdade[1] e da atual gestão do Centro Acadêmico de Filosofia. Rennan atacou-o de surpresa, arremessando um pedaço de concreto de cerca de 1,5 kg que atingiu a região facial esquerda da vítima, desferindo, posteriormente sua queda, cerca de 4 à 5 socos. O ataque, realizado sem nenhuma possibilidade de defesa, resultou em forte inchaço e ematomas no pescoço, orelha e face esquerda e escoriações leves na perna direita, antebraços e região peitoral. A única alegação feita pelo agressor foi algum suposto “desrespeito” por parte da vítima.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Estudantes de História repudiam alteração ilegítima da realização do Conselho Nacional da FEMEH durante o CONEB da UNE



FEMEH PELA BASE

Aos estudantes de História de todo o Brasil

          O Movimento Estudantil de História organizado na Federação do Movimento Estudantil de História – FEMEH sofre hoje um profundo golpe a sua democracia e independência política.

          No XXXI ENEH – Encontro Nacional de Estudantes de História ocorreu um CONEHI – Conselho Nacional de Entidades de História, contando com um número considerável de entidades presentes. Além de algumas questões organizativas da FEMEH, foi aprovado que o próximo CONEHI ocorreria no mês de dezembro/2012 em Pernambuco na UFPE, organizado pelo DAHISFJ – Diretório Acadêmico Francisco Julião. Os companheiros do referido DA lançaram a convocatória, mas a Coordenação Nacional achou por bem chamar uma reunião online onde propôs alterar a data do CONEHI para janeiro de modo a coincidir com o CONEB, encontro burocrático da UNE aonde as burocracias do Brasil iriam se encontrar para disputar cargos nesta entidade fantasma.

domingo, 21 de outubro de 2012

Avaliação do 31º ENEH - Encontro Nacional dos Estudantes de História



O XXXI ENEH em meio aos ataques neoliberais do governo Dilma/PT-PMDB!

Entre os dias 14/07 e 21/07 de 2012 ocorreu o XXXI ENEH - Encontro Nacional de Estudantes de História, que contou com cerca de 400 estudantes, sendo um encontro relativamente esvaziado e um tanto despolitizado. Cabe-nos então, entendermos por que isso aconteceu.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Movimento Estudantil Classista: Em defesa do estudante trabalhador

 Publicado no jornal AVANTE! nº08


A discussão acerca das dimensões de classe no Movimento Estudantil ainda permanece pouco desenvolvida. No geral, a estudantada sequer compreende o que seja o “classismo”. Nosso objetivo com este pequeno artigo é discutir a realidade dos jovens estudantes brasileiros, caracterizando sua existência em relação ao mundo do trabalho, dentro da dinâmica que a sociedade imprime no interior do sistema de ensino. A partir disso, mostrar que os estudantes são uma fração da classe trabalhadora (sua dimensão de classe), e finalizar com apontamentos de quais devem ser os eixos de nossa organização e bandeiras reivindicativas.
O papel da educacão na sociedade

O sistema educacional reflete em seu interior todas as contradições da sociedade que o cerca. E em cada período histórico, a educação é reprodutora das condições de manutenção desta mesma sociedade, seja em termos ideológicos, econômicos, políticos etc. Dizemos, assim, que ela é determinada pelas condições sociais exteriores a si, e ao mesmo tempo ajuda a reproduzir estas condições para que a sociedade permaneça como tal.

A sociedade capitalista, por sua vez, necessita que a educação cumpra, grosso modo, duas funções:

Nem Enem, nem Vestibular: Acesso Livre Já!

 Publicado no jornal AVANTE! nº08



O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é um vestibular que tem como objetivo filtrar a entrada dos estudantes no Ensino Superior, sendo ele público ou privado. É defendido por seus criadores como uma prova de maior aproximação com o cotidiano dos estudantes, sem necessidades de “decoreba” e, com isso, se tornaria um meio mais democrático de acesso ao Ensino Superior. Porém, a mediação para o ingresso ao Ensino Superior continua com o Vestibular, o qual tem como linha principal a meritocracia, ou seja, funciona para aqueles que conseguiram receber um ensino de qualidade e não para todos, a despeito de capacidades intelectuais.

O Enem foi criado em 1998, no governo FHC, com o intuito de

O velho se vestindo de novo: A velha cultura política colocada como nova no interior das Faculdades e Universidades Pagas

Publicado no jornal AVANTE! nº08

As Faculdades e Universidades Pagas no Brasil representam um percentual considerável de Instituições de Ensino Superior, mais de 85% das IES. Este crescimento exacerbado é parte integrante da política neoliberal na educação a qual favoreceu o aparecimento das mesmas, assim como seu fortalecimento. Essas instituições são gerenciadas, na maioria dos casos, numa perspectiva comercial e de poder centralizado fazendo com que a participação da comunidade acadêmica nas deliberações referentes à própria Faculdade ou Universidade seja quase nula, contribuindo assim para a falta de mobilização dos(as) estudantes e trabalhadores(as) em torno de pautas comuns.

Analisando esta conjuntura, levando em consideração que

Greve geral na rede federal de educação

 Publicado no jornal AVANTE! nº08

Marcha Nacional em Brasília (05/06/12) - Ao término do ato, impedidos pela PM de entra no MEC, estudantes apredejaram as vidraças do órgão. Neste mesmo dia, o CNGE fez sua primeira Plenária.
 
A atual experiência das greves do ensino superior evidenciou a força potencial, mas também as fraquezas dos movimentos estudantil e sindical da educação no Brasil. O movimento iniciou-se com um crescente de paralizações que atingiu praticamente todas as universidades federais além de institutos federais, formando-se Comandos Nacionais e Locais de Greve dos docentes, técnico-administrativos e o singular Comando Nacional de Greve Estudantil (CNGE).

Esta greve, porém, por parte dos docentes e técnicos, decorre em parte da

Aprovação dos 10% do PIB para educação: Vitória da burguesia!

Publicado no jornal AVANTE! nº08

No dia 26/06/12, foi aprovada pela Câmara dos Deputados a destinação de 10% do PIB brasileiro para a educação. Essa aprovação é resultante também de uma campanha sustentada tanto pelo governismo (UNE, UBES e outras entidades), como pelo paragovernismo (PSTU/Anel, PSOL/OE-UNE), principalmente após o veto da meta de aumento do financiamento para a contemplação do Plano Nacional de Educação (2011-2020). A campanha por 10% do PIB para a educação, figura como pauta histórica dos movimentos sociais, e sem dúvida, maiores verbas devem ser destinadas a educação pública. Porém, é importante que se perceba que o contexto de mutações do capitalismo inseriu a campanha em um mote neoliberal, colocando a verba, que ainda deve ser aprovada pelo Senado e por Dilma/PT, à serviço da burguesia.

A Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) vem apontando os limites dessa campanha, que

Opressões e Classe: o capitalismo necessita das opressões para mais lucrar

 Publicado no jornal AVANTE! nº08



As relações de propriedade e produção definem a sociedade dividida em classes e determinam quem serão os exploradores e os explorados. Para além da diferenciação de classes, existem ainda outras baseadas em diferenças de etnia, nacionalidade, gênero e geração. Mesmo tendo surgido em período anterior, o capitalismo se apropria dessas diferenciações e dá a elas um novo sentido – passam a ser uma ferramenta para acentuar o processo de domesticação e exploração dos não possuidores.

As ideologias dominantes usam dessas diferenças para