quarta-feira, 7 de abril de 2010

Publicação do AVANTE! Nº 2 Março de 2010


Debate em Porto Alegre:

Mais um passo na consolidação nacional da RECC.

No dia 28 de Janeiro de 2010, na cidade de Porto Alegre - RS, a Rede Estudantil Classista e Combativa organizou, juntamente com o Grêmio Estudantil Parobé-RS e as organizações Luta Marxista e União Popular Anarquista, um debate ampliado com o tema: “As Tarefas da Luta Estudantil Combativa para 2010”. A reunião, realizada de forma paralela e independente ao fórum social mundial, então em ocorrência, tinha como principal objetivo analisar a conjuntura e avançar o debate para consolidação de uma alternativa anti-governista, classista e combativa para o Movimento Estudantil, assim como apontar atividades e campanhas a serem encaminhadas nacionalmente.

Desta forma, foram deliberadas atividades de agitação e propaganda no que chamamos de “Semana Estudantil Classista e Combativa”, a ser realizada na semana do Dia Nacional de Luta dos Estudantes, 28 de março. Esta data é marcada pela morte do estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto, assassinado a balas em 1968 pela repressão policial da ditadura quando este participava da ocupação do Restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Foi encaminhado ainda que as entidades de base filiadas a RECC façam debates e mobilizações pela pauta do Fim do Vestibular, além da importância de levantarmos alta a bandeira da aliança operária-camponesa-estudantil, em especial no 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, convergindo na construção de um Movimento Nacional de Oposição, que combata o governismo e o reformismo e sirva de ferramenta para a luta de nossa classe. ■


Construir a Semana Nacional Estudantil Classista e Combativa!

Semana Nacional Estudantil Classista e Combativa


Seminário RECC - CE


A Rede Estudantil Classista e Combativa convida a todos os estudantes e militantes para o video-debate: "Balanço das lutas estudantis em Fortaleza e as tarefas para oste período"

Data: 09/04
Local: sala 16 (FACED-UFC)
Horário: 17h

Edson Luís Vive!
Viva o movimento estudantil proletário!


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Semana Nacional Estudantil Classista e Combativa

Seminário da RECC-DF


Em um momento de refluxo das lutas, resgatarmos a memória do Movimento Estudantil (ME) se faz importantíssimo para aprendermos com os erros e acertos daqueles que lutaram e derramaram o sangue na luta. Em 28 de março de 1968, no Rio de Janeiro, morreu em confronto coma polícia o estudante secundarista Édson Luís, no auge da radicalidade e organização do ME. No dia seguinte a morte de Édson Luís, em Brasília, centenas de secundaristas fecharam a W3 Norte entrando em confronto e queimando carros da polícia.

Atualmente, sob as mesmas siglas de organizações que foram algo no passado - UNE, UBES e UMESB -, o que vemos são entidades totalmente falidas para as lutas, burocratizadas e atuando como correia de transmissão do Governo Lula e da classe dominante para dentro do ME. Para seguir um caminho de luta é necessário romper com a UNE e com o Governismo, sendo esta atitude central para a reorganização do ME.

Neste início de abril, exaltando o camarada Édson Luís e tantos outros que tombaram na luta contra o capitalismo, a Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC convoca todos os estudantes a participarem de um seminário onde discutiremos os atuais projetos neoliberais na educação, e que nos afetam diretamente, tais como o Sisu/Novo ENEM, o Ensino Médio Inovador, o REUNI, PROUNI etc. Discutiremos também a necessária reorganização do ME e da classe trabalhadora em geral. Una-se a essa luta! Ousar lutar, ousar vencer!


EDSON LUÍS: PRESENTE!!! NÃO ESQUECEMOS NEM PERDOAMOS!!!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!!!

domingo, 21 de março de 2010

Carta da RECC - publicação do AVANTE! nº02 - Março de 2010

Carta aos Estudantes do Brasil:
Só a luta Combativa e Anti-governista nos levará à vitória!




O ano de 2010 se inicia e traz à tona uma série de embates para os estudantes brasileiros. É nesse sentido que a RECC - Rede Estudantil Classista e Combativa faz um chamado a todos os estudantes proletários a cerrarem fileiras conosco para dar prosseguimento na luta contra as reformas neoliberais na educação. Por isso, na atual conjuntura, é de extrema importância apontar claramente os caminhos para a construção de um movimento estudantil independente e combativo e prosseguir a discussão da criação de um instrumento de luta para a classe trabalhadora.


Crise do Capitalismo

A partir da crise econômica mundial que se instalou em 2008, resultado da quebra da bolsa de valores e da explosão da bolha imobiliária norte-americana, foram implementadas pela burguesia mundial uma série de ataques e corte de direitos aos trabalhadores de todo o globo (demissões em massa, arrocho salarial etc.), visando recompor seus lucros sobre as costas do proletariado, aumentando a exploração, e buscando gerar uma nova concentração de capital, através das mega-fusões, fortalecendo o capitalismo ultra-monopolista.

Os governos de todo o mundo, tendo a frente a política de Obama, saíram em defesa dos bancos e das transnacionais, com planos de desvios milionários de dinheiro público para a iniciativa privada, na política de salvação do capitalismo. Apesar da crise não atingir intensamente o Brasil, aqui não foi diferente. Lula concedeu isenção de impostos ao patronato do setor industrial, repasses via BNDES, ao mesmo tempo em que realizou corte de mais de 1 bilhão na educação.

Os partidos do bloco governista, através de suas centrais sindicais burocratizadas (CUT, CTB, Força Sindical), se alçaram numa verdadeira campanha de salvação da ordem vigente, com a promoção de campanhas nacional-desenvolvimentistas, sabotagem das lutas locais e de reforço do Estado Burguês como resposta a crise. Já os setores para-governistas (PSTU/PSOL) da CONLUTAS e da Intersindical, se mostraram débeis e ficaram a reboque da política do governismo “sob os gritos de unidade” com a burocracia. Deste modo, ao contrário de impulsionar uma luta combativa e independente dos trabalhadores, dissolveram seu programa e se imobilizaram nas grandes frentes legalistas e atos unificados com o governismo (Ato pela Redução da Taxa de Juros, A Vale é Nossa, Comitê pela Reestatização da Embraer, Pre-sal tem que ser nosso etc.).


Ataques à educação e o Movimento Estudanil

Mas os ataques não param por aí. A reestruturação produtiva, visando avançar no aprofundamento da formação de mão-de-obra para empresas e privatização da educação, caminha a todo vapor, perpetrada pela burguesia brasileira e o Governo do PT. A Reforma Universitária e as reformulações nacionais feitas no ensino médio através do PDE (Programa de Desenvolvimento da Educação), Movimento Todos Pela Educação e as políticas tiradas na CNE (Conferência Nacional de Educação), apontam para toda uma reformulação acadêmica que tem no novo ENEM e no Ensino Médio Inovador sua mais nova face da adequação do ensino a política do empresariado brasileiro. Reformas estas que analisaremos nesta edição.

Todos estes ataques não poderiam estar se realizando sem o braço do Governo Lula/PT no movimento estudantil: a UNE (União Nacional dos Estudantes), que durante os últimos 8 anos demonstrou todo o seu caráter reacionário e burocrático para o movimento. Defendeu as principais políticas neoliberais do governo, travestidas de populistas, tanto na educação (via Reforma Universitária: ProUni, ENEM, Reuni, Fundações), como no mercado de trabalho (Super Simples, Reforma Sindical, Reforma da previdência), e não pode esconder as gordas verbas que recebeu para tal serviço sujo (mais de 10 milhões). Por isso, a RECC compreende que a ruptura e o combate às entidades governistas (UNE, CUT, CTB) é um passo essencial para o desenvolvimento de qualquer luta no atual momento, ainda mais com uma possível vitória de Dilma Roussef (PT) nas eleições burguesas.

Ao mesmo tempo, se faz necessário analisar a recém criada ANEL - Assembleia Nacional de Estudantes Livre, que surge como resultado do recuo na linha do PSTU de rompimento com a UNE e com governismo. A dissolução da CONLUTE e da Conlutas (via fusão com a Intersindical), e a fundação da ANEL e da Nova Central, é uma declarada adequação a linha para-governista do PSOL. Basta ver que este último ainda possui todas as suas correntes estudantis dentro da UNE e que suas correntes sindicais induziram a adequação completa da Conlutas nas últimas lutas para a fundação da nova central, em três pontos: 1) Participação ativa na política de unidade com os governistas, já que Intersindical nunca se separou definitivamente da burocracia da CUT; 2) Corte na participação estudantil e de setores do movimento popular na nova entidade, e; 3) Adequação a Reforma Sindical do Governo Lula, para angariar o aparato do imposto sindical.

Este desvio político também conduziu ao oportunismo e a debilidades práticas. Em sua última plenária nacional realizada no dia 30 de janeiro, em Salvador, a ANEL não apresentou nenhuma política concreta para as reformulações e ataques da burguesia brasileira na educação, não debatendo nada sobre a luta contra o novo ENEM e as reformulações feitas pelo Ensino Médio Inovador, deixando um vácuo para a luta dos estudantes. Ao mesmo tempo, a ANEL já expressa em suas resoluções do CNE (Congresso Nacional de Estudantes) sua estratégia legalista para o próximo período, que consistirá em apoiar PL’s (Projetos de Lei), Plebiscitos, abaixo assinados e candidaturas parlamentares para implementá-los, pois, na prática, a ação direta e as ocupações ficam relegadas a segundo plano; esta resolução fica clara na passagem: “ somente (sic) com um projeto como o PL podemos alcançar a universidade que queremos”.


Eleições do regime democrático-burguês

2010 enquanto ano eleitoral prepara mais uma farsa da democracia burguesa para os trabalhadores. Os partidos reformistas e eleitoreiros, a qual condicionam boa parte de sua existência a participação na democracia burguesa, preparam mais uma vez o reforço das estruturas do Estado Burguês e as ilusões legalistas no seio do proletariado. O PT, da Dilma Roussef, abre sua frente eleitoral de colaboração de classe com apoio da burguesia brasileira organizada no PMDB e demais siglas governistas (PDT, PPS etc.) e organiza seu apoio nas organizações de trabalhadores capitaneadas pela CMS (MST, CUT, UNE). Oura sigla tradicional da burguesia, o PSDB, que se diferencia apenas em grau do PT, aposta na eficácia de Serra para dar continuidade às políticas de reestruturação neoliberal no país conduzida por Lula até agora. O PSOL veio a público nestas eleições apenas mostrar o quão longe pode chegar seu oportunismo eleitoreiro, chamando uma aliança com o burguês PV, cujo aborto deste casamento nada muda o caráter reformista de sua política. Já o PSTU revela sua política também eleitoreira, anunciando ser as eleições o maior embate dos trabalhadores para o próximo período.


Conclusão e alternativas

A crise econômica mundial ainda não possui futuro certo, podendo se agravar e gerando condições para uma quebra no consenso governista, da mesma forma que não. Ainda assim, não podemos ficar reféns da política catastrofista das entidades e partidos reformistas que esperam sentados o desmoronamento do capitalismo, enquanto ao mesmo tempo submetem as organizações de luta dos trabalhadores ao legalismo, ao eleitoralismo e ao governismo no Brasil. Essa política nos conduzirá a derrota.

Por isso a RECC entende que se faz urgente e necessária para os estudantes e trabalhadores do Brasil a reorganização de um verdadeiro pólo anti-governista para as lutas contra os ataques que se esboçam para o próximo período, sejam pelo imperialismo ou pela burguesia nacional. Dessa forma, a Nova Central e sua linha para-governista representará um retrocesso para a luta dos trabalhadores. Então, é imprescindível que se avance nesse momento na construção de plenárias de oposições e entidades de base pró-movimento nacional de oposição sindical, popular e estudantil, espaço que possa discutir a construção de uma verdadeira Central de Classe, capaz de conduzir a luta do proletariado através da ação direta de massas e independência do sindicalismo de estado e das burocracias governistas. ■


Reorganizar o pólo anti-governista sindical, popular e estudantil!

Derrotar pela ação direta as reformas privatizantes na educação!



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

18º Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia

Manifesto da Rede Estudantil Classista e Combativa ao XVIII ENEG



Entre os dias 12 a 18 de Janeiro, ocorrerá, na UFAL (Maceió/AL), o XVIII Encontro Nacional de Estudantes de Geografia – ENEG. É necessário que nós estudantes de geografia façamos uma breve análise da conjuntura na qual está inserido tal encontro para assim vislumbrar as tarefas necessárias para reorganizar o Movimento Estudantil (ME).

O quadro atual do ensino superior brasileiro é alarmante. A Reforma Universitária demonstra que mesmo sendo aplicada de forma fragmentada (dificultando a resistência a tal programa) faz parte de um todo articulado, aprofundando o processo de apropriação capitalista das Instituições de Ensino Superior. Tal afirmação tem sua comprovação no caráter de programas como o Prouni, que transfere as riquezas dos trabalhadores para o empresariado das faculdades privadas; o recente repasse de $ 1 bi do BNDES para as “privadas”; a Lei de Inovação Tecnológica que transforma a universidade em espaço de produção de ciência tecnologia para empresas; a proliferação das fundações privadas e cursos pagos; o REUNI, decreto presidencial que visa a precarização da educação e do trabalho nas Universidades Públicas. A Luta em Defesa dos Trabalhos de Campo na geografia deve se inserir, portanto, dentro de uma luta maior contra precarização da educação e CONTRA O REUNI.

As reformas neoliberais implementadas no Governo Lula aprofundaram um processo de crise de legitimidade da União Nacional dos Estudantes -UNE e dos partidos governistas PT e PCdoB/UJS. O ataque contra os trabalhadores e estudantes, as políticas de privatização e precarização da educação e das relações de trabalho ajudaram a desmascarar o caráter de classe do Governo Lula e da UNE para parcelas significativas de estudantes, abrindo assim um processo de ruptura com o governismo.


(RE)ORGANIZAR O MOVIMENTO ESTUDANTIL DE GEOGRAFIA!

Atualmente no ME brasileiro existe o que se chama de “movimentos de área”, que agrupam os estudantes de determinado curso, no caso o de Geografia. Mas o que se vê é que, longe de serem espaços para organizar as lutas dos estudantes, tais espaços dos Movimentos de Área como os Encontros Nacionais são verdadeiras colônias de férias pequeno-burguesas, onde desde a base se cria um clima festivo, de esvaziamento dos debates e das disputas políticas, onde os que participantes não estão representando as bases organizadas e sim participam aqueles com tempo, dinheiro e vontade de “curtir a viagem”. O ENEG e o ME de Geografia se inserem em tais críticas, e a burocratização e a desorganização vão se aprofundando sob uma defesa pseudo-participativa (contra o voto e representatividade). Se lançar na tarefa de reorganizar a luta é analisar concretamente o que deve ser modificado.

Se beneficiando diretamente das práticas despolitizantes e “fanfarristas”, está a burocracia governista do movimento estudantil, PT e UJS/PCdoB, que visa matar a capacidade política de luta e combate, construir uma “direção sem base” e sem mobilização. A UNE que esta comprometida até o último fio de cabelo (politicamente e financeiramente) com o Governo Lula e com grandes capitalistas, se coloca então na outra trincheira da luta de classes, como inimiga dos estudantes e dos trabalhadores. Portanto, é necessário compreender que a luta contra os ataques do Governo, será também a luta contra o governismo no ME, ou seja, contra a UNE.

Se apresentando como uma alternativa para o ME, a Assembléia Nacional dos Estudantes Livre – ANEL, nasce como a concretização da política liquidacionista da direção da CONLUTAS (PSTU), que diante ao processo de rompimento com o governismo demonstrou sua incapacidade política de reorganização das lutas em seu sentido anti-governistas. Portanto, a ANEL não rompe definitivamente com a UNE, podendo participar setores de dentro da UNE, tal como o oportunista PSOL; em nome de uma abstrata “unidade”, aplica uma política a reboque do governismo; reafirmando também o reformismo e o legalismo, aprovando no CNE o “apoio a candidaturas” e tendo como estratégia “de luta” pedir medidas provisórias de Lula, entregar abaixo assinados e Projetos de Lei.

Também há no ME de Geografia aqueles setores que se auto-intitulam como “apartidários”, “autonomistas”, “horizontalistas”. Não menos reformistas, burocráticos e liberais, tais setores são característicos por sua defesa anti-organizativa, sendo assim, nocivos a luta dos estudantes. Reivindicam o atual modo de organização (ou seria desorganização?) da CONEEG, defendendo uma pseudo “participação de todos”, onde aqueles que participam dos espaços de deliberação central do movimento (ENEGs e CONEGEOs) não tem responsabilidade perante a base de centenas de estudantes, o que claramente burocratiza o ME.


CONSTRUIR UM MOVIMENTO NACIONAL DE OPOSIÇÃO

Nós da Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC, que estamos organizados em outras universidades e cursos, acreditamos que é necessário retomar desde já a tarefa de reorganizar o movimento estudantil, como um todo, e o ME de Geografia, em particular. Para tal acreditamos ser necessária a construção de uma oposição nacional de Geografia, organizada pela RECC, que tenha claramente uma linha: a) anti-governista: Contra a UNE, o PT, UJS e as políticas neoliberais do Governo Lula para Educação; b) combativa: que só através da ação direta dos estudantes e trabalhadores se conseguirá avançar nas conquistas; c) classista: onde devemos ligar um movimento estudantil proletário a construção de um movimento nacional de oposição sindical e popular.

Tal oposição deve estar atuando nos CA’s/DA’s com uma linha que garanta o poder das bases estudantis e que dispute as entidades de base levando nossa política combativa. Defendemos como estrutura organizativa para os CA’s/DA’s: direção colegiada (com revogabilidade de mandatos) + GT´s abertos, assembléia geral do curso como órgão deliberativo regular.

Para a construção de um ME de Geografia classista e combativo, acreditamos ser necessário quebrar com o caráter pequeno-burguês e anti-democrático dos “Encontros Nacionais”, para tal, nós da RECC propomos para a organização do movimento de área: 1) Congresso Nacional - delegados eleitos por assembléia geral dos cursos, órgão deliberativo nacional máximo; 2) Plenária Nacional de Delegados de Base – órgão deliberativo regular intermediário composto por membros eleitos nas assembléias geral dos cursos; 3) Executiva Nacional: órgão de direção e encaminhamento político, eleito nos Congressos e subordinado a PLENÁria e Congresso.

Acreditamos que a luta por um Universidade Popular e a serviço da classe trabalhadora, do campo e da cidade, essencialmente perpassa também pela luta acadêmica por uma ciência também a serviço do trabalhadores, e enquanto Geógrafos, por uma Ciência Geográfica Crítica e Revolucionária, que esteja lado a lado nos enfrentamentos do proletariado, produzindo uma Geografia verdadeiramente comprometida com a causa do povo.

Diante de todas essas tarefas, e em um momento tão difícil para aqueles que não se venderam e capitularam ao reformismo e ao capitalismo, nesse atual momento de refluxo da política combativa, nós estudantes proletários, acreditamos ser nossa tarefa desde já iniciar esse processo de reorganização do Movimento Estudantil com uma linha Classista e Combativa, e dizemos a todos os oportunistas e burocratas de plantão: Não nos envergaremos como uma vara verde! Permanecermos confiantes e intransigentes nas trincheiras de nossa classe!


POR UM CONGRESSO DE BASE!

CONSTRUIR UMA OPOSIÇÃO NACIONAL NA GEOGRAFIA!

COMBATER A UNE E AS REFORMAS NEOLIBERAIS!



Rede Estudantil Classista e Combativa, Janeiro de 2010.

- Entre em contato com a RECC:

domingo, 24 de janeiro de 2010

CONVOCATÓRIA para o debate do Movimento Estudantil Classista e Combativo em Porto Alegre!

Participe do debate organizado paralelo ao FSM:


“As tarefas da Luta Estudantil Combativa para 2010.”


Local: Escola Técnica Parobé, Avenida José Loureiro da Silva, 945 Porto Alegre-RS

Hora:14h

Dia: Quinta-Feira (28/01/10)




As tarefas dos estudantes combativos para o início de 2010 os chamam a analisar dois eventos de grande importância no encadeamento das políticas da burguesia brasileira para a contenção das massas trabalhadoras no país: 1)As Eleições e 2) o Fórum Social Mundial. A primeira tem importância vital na manutenção do Estado Burguês e suas instituições corruptas e assassinas, ditas democráticas. Os escândalos de corrupção em Brasília (Arruda – DEM), no Rio grande do Sul (Yeda - PSDB), no Senado Federal (Sarney – PMDB), ou os massacres no campo e nas favelas, são apenas alguns indícios de uma estrutura e de um jogo de cartas marcadas que deve ser combatida e não disputada pelos estudantes e trabalhadores. Já o FSM, se apresenta como uma grande nova artimanha burguesa, que tem a fachada das ONG’s e partidos como o PT, PC do B e etc, objetivando a construção de um suposto capitalismo humano, tem o papel de acorrentar os trabalhadores nas dinâmicas assistencialistas e parlamentares, impedindo assim o avanço da luta independente e classista.


Enquanto isso nas universidades e escolas brasileiras, os filhos da classe trabalhadora continuam suportando os ataques neoliberais e sendo ensinados a esperar as migalhas de uma cidadania falida. Projetos como o Movimento Todos Pela Educação, que reune grandes empresas, multinacionais e o governo federal avançam a todo vapor, concedendo direitos e verbas a iniciativa privada para atuar no ensino médio público, como foi o Tele Curso da Fundação Roberto Marinho criado nas escolas do DF, MT(dentre outros). Nas universidades a adequação aos novos modelo de acumulação burguesa se dão com aumento e a regularização das fundações de direito privado (afundadas em corrupção), as metas de precarização do REUNI , as empresas junior’s, a terceirização e outros exemplos que não faltam. Mas que não foram suficientes para organizar um processo de resistência nacional com ação direta como foi visto no Chile em 2006.


Ao final de 8 anos de Governo Lula grande parte destes pacotes neoliberais foram implementados ou estão em andamento. A UNE e as correntes governistas que a dominam a 2 décadas, PC do B, PT, PDT etc tiveram função central na fragmentação da resistência dos estudantes, cumprindo papel de braço do governo e serviçais da aliança com a burguesia brasileira realizada por seus partidos. Já o PSOL, que a muito demonstrou seu oportunismo na sabotagem da CONLUTAS através da construção da Intersindical e na defesa da FOE/UNE, nestas eleições sai do armário de vez e anuncia uma possível aliança com o burguês Partido Verde. O PSTU que se auto-anuncia na sua candidatura independente, não pode esconder que durante esses anos subordinou as únicas iniciativas anti-governistas e independentes a uma suposta infalível unidade e consenso com o mesmo PSOL e com a burocracia sindical e estudantil da UNE, CUT, CTB, Força Sindical e etc, nos atos e frentes unificadas.


Portanto, a reconstrução de um movimento estudantil classista e combativo no Brasil não pode estar a reboque e sob a direção dos partidos governistas e para-governistas. A estratégia do movimento estudantil de uma reconstrução desde a base, deve estar pautada na construção de oposições que defendam de forma intransigente um programa classista, combativo e anti-governista. Da mesma forma que a ação direta estudantil proletária e a democracia operária devam se tornar elementos centrais de nossa estratégia e organização. Só a partir daí poderemos reconstruir nossas entidades de base. Desta forma, não podemos esperar muita coisa da recém criada ANEL, do seu apoio a parlamentares, de seus acordos rebaixados de cúpulas com a FOE/UNE e da sua estratégia central para o próximo período que é a defesa de projetos de lei.


Por isso, a Rede Estudantil Classista e Combativa, o Grêmio Parobé e demais organizações políticas, fazem um chamado aos estudantes sinceros que estão insatisfeitos com o quadro atual do Movimento Estudantil, a virem se organizar conosco e discutir a construção do embrião que vise culminar na edificação de um movimento nacional de oposição sindical, popular e estudantil.

Em defesa da Ação Direta Estudantil Proletária!

Conquistar na Luta o Passe Livre e a Assistência Estudantil!

Nem ENEM nem vestibular, Livre Acesso Já!

Convocam:

Rede Estudantil Classista e Combativa

Grêmio Parobé

União Popular Anarquista

Luta Marxista

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Oposição ao DCE-UFC

DIANTE DE UM DCE INCAPAZ DE ARMAR OS ESTUDANTES PARA AS LUTAS, CONSTRUIR A OPOSIÇÃO CLASSISTA E COMBATIVA!

No dia 03 de outubro foi anunciado o fim do processo eleitoral para o DCE da UFC com a vitória da Chapa 1 (PSOL/PSTU/Consulta Popular/Independentes) com um total de 3.370 votos, acabando assim com a hegemonia dos governistas da Chapa 2 (PDT/PT/PC do B/independentes) , com 3.016, na direção do aparato há quase 3 anos. A Chapa 3 (UJR/independentes) conseguiu 330 votos e se limitou a usar o processo eleitoral do DCE para fazer campanha para o C.A de pedagogia onde têm inserção.

Com o resultado das eleições altera-se o quadro das forças políticas no ME da UFC, com uma parte da dita esquerda agora ocupando a situação. Cabe então analisar esse novo equilíbrio político que se estabelece com a chegada da Chapa 1 ao DCE e seus possíveis desdobramentos.

Para isso é preciso a) enxergar para além do discurso triunfalista da “vitória da esquerda” nas eleições. b) É preciso também ter clareza se a nova composição do DCE pode oferecer uma linha política capaz de orientar os estudantes no combate a privatização e precarização crescentes do ensino público em nossa universidade. É imprescindível então uma análise objetiva da nova composição do DCE que c) rompa com o “coleguismo” tão alardeado por alguns setores do ME que não toleram a necessária crítica política.

Isso exige também uma breve caracterização da ofensiva governista à educação pública nos últimos anos e do comportamento político exercido pelas principais entidades estudantis nacionais frente a ofensiva governista-neoliberal.

1. Diante da ofensiva governista-neoliberal contra a educação pública a UNE se alia aos inimigos dos estudantes

Na UFC hoje, assim como nas demais universidades públicas brasileiras, percebemos um aprofundamento das diretrizes da política neoliberal na educação, expresso nos planos de precarização e privatização, como o REUNI, que aumenta o numero de vagas sem dar o devido aumento de verbas, e as Fundações Privadas, que permite a entrada de capital privado na universidade publica, e na crescente superexploração dos professores e funcionários, em sua maioria terceirizados.

As medidas neoliberais na educação iniciadas na década de 1990 no governo Collor, que encontraram um forte desenvolvimento no governo FHC/PSDB, são agora aprofundadas no governo populista de Lula/PT e também potencializadas pela cooptação das entidades estudantis, como a UNE e a UBES, à esfera dos interesses governistas e anti-estudantis.

Essas entidades que dizem representar os interesses dos estudantes são hoje um mero instrumento à serviço do governo e do capital dentro das universidades e escolas, garantindo a implementação das reformas privatizantes e sucateadoras na educação pública, através de sua estratégia de desmobilização permanente do estudantado em troca de cargos no ministério da educação e de milhões em repasses que recebem do governo.

2. O que não avança, retrocede: a incapacidade política do para-governismo de encaminhar a luta

Mas as entidades pelegas e suas direções não são as únicas a facilitarem que os interesses neoliberais do governo e da acumulação capitalista sejam garantidos através do ensino público.

Muitas vezes os grupos políticos da esquerda reformista facilitam a implementação das diretrizes governistas na educação, através de suas linhas políticas de atuação dentro dos aparatos burocráticos e autoritários da universidade, o que caracteriza uma linha de intervenção para-governista. É preciso deixar claro que nestes aparatos o estudante é sempre uma minoria em desvantagem, ficando a reboque das decisões dos caciques da burocracia universitária.

Sabemos como vêm ocorrendo de maneira nacional as gestões de DCEs com composição orgânica entre PSOL e PSTU. Os DCEs, que deveriam reforçar as lutas diretas dos estudantes nos seus interesses diários contra a precarização e sucateamento das universidades públicas, têm se tornado na verdade úteis instrumentos de campanha eleitoral para a Frente de Esquerda (PSOL/PCB/PSTU) , que ao contrário de educar os estudantes para a luta, acaba por iludi-los à farsa da democracia burguesa representativa, transformando os DCEs em meros espaços de ação do parlamentarismo estudantil.

Apesar da Chapa 1 apontar para uma crítica ao REUNI e as privatizações dentro da universidade, a) ela não consegue romper de fato com os instrumentos que facilitam a efetivação destas mesmas reformas sucateadoras, como a degenerada UNE e os burocráticos Conselhos Universitários. Ao não romper com esses instrumentos a Chapa 1 b) dificultará o avanço das lutas. Pois c) ao encarar esses espaços burocráticos como espaços de disputa política (sic), acabam legitimando- os e fazendo o jogo que o governo quer que os estudantes joguem. Um jogo dentro dos limites autoritários dos Conselhos Universitários, fomentando a disputa legalista dentro dos aparatos burocráticos da universidade.

Isso revela as debilidades políticas da nova direção do DCE e sua confusão em identificar qual é de fato a estratégia principal de luta dos estudantes, que é a ação direta e também de onde se faz a verdadeira política estudantil, que é nas ruas.

O processo de escolha para reitor hoje também reflete a inviabilidade prática de uma estratégia estudantil nos marcos da via legalista e burocrática. A escolha de reitor é completamente artificial, cabendo de fato aos governos escolherem seus representantes. Assim os reitores são escolhidos pelo governo federal para aplicarem suas reformas neoliberais através de conselhos burocráticos como o CONSUNI e o CEPE, onde os estudantes são sempre a minoria em desvantagem. Os chefes de departamento, que na maioria dos casos são escolhidos pela reitoria, garantem a aplicação da política governista-neoliber al nestes conselhos.

3. A Frente Contra o Aumento da Passagem mostrou na prática os limites e equívocos da política para-governista

Um dos carros-chefes da campanha da Chapa 1 foi a propaganda da sua participação na Frente Contra o Aumento da Passagem e Limitação da Meia no 1º semestre de 2009 em Fortaleza. De um ponto de vista materialista a prática é o critério da verdade, então é preciso a) caracterizar como se deu a atuação dos grupos políticos que hoje integram a direção do DCE no período de lutas da Frente para b) visualizarmos as possíveis linhas políticas por onde se moverá sua atuação.

De fato um setor da chapa contribuiu para a Frente, apesar de um amplo setor dessa mesma chapa preferir fazer campanha para a ADUFC, ao invés de construir a Frente em um decisivo momento das lutas estudantis em Fortaleza. E destes que contribuíram para a Frente, em sua maioria, levantaram uma política recuada e burocrática, onde a estratégia da ação direta dos estudantes era trocada pela disputa nos marcos da justiça burguesa, como nas audiências públicas, atos de frente única com os governistas da CUT ,e na defesa da “exigência e denúncia”, onde o objetivo final que se almejava era sempre uma mera negociação de gabinete, através de bandeiras rebaixadas, com a prefeita Luizianne Lins/PT.

O pior é que essas táticas de “luta” recuadas foram defendidas quando o movimento ainda estava em ascensão, quando houve a criação de ativos comitês de base capazes de desenvolver a luta e garantir acumulação de forças a partir de cada escola, quando a Frente apresentava então potencialidade para a efetivação de uma linha de luta combativa e direta dos estudantes para além das tímidas “exigências e denúncias”.

Que pese os problemas conjunturais enfrentados pela Frente em seu período de existência, a adoção de práticas para-governistas por grupos como PSTU e PSOL (hoje na direção do DCE) não contribuiu para a consolidação da Frente enquanto instrumento de luta e organização. Pois a) fez recuar os métodos de luta direta da juventude indignada com o aumento da passagem e limitação da meia. b) Restando assim uma Frente esvaziada, incapaz de encaminhar a luta, despossuída de qualquer linha política combativa, que c) se deteve em seus últimos dias em defender o planejamento de um seminário para discutir o transporte público com vistas a criação de um projeto para ser levado a câmara municipal de Fortaleza (mandato “popular” (sic) de João Alfredo/PSOL).

Os limites dessa prática burocrática e ilusória são os limites do próprio para-governismo, incapaz de consolidar uma política de massas (estudantil/ proletária/ popular) para além da via legalista imposta pelo Estado e sua justiça burguesa. Ficam assim o para-governismo, e os setores da classe trabalhadora hegemonizados por essa política, reféns do jogo de cartas marcadas da burguesia. Pois no espaço político burguês (justiça, parlamento, câmaras) se joga com as regras ditadas pela classe dominante sempre em detrimento dos interesses do proletariado.

É mais claro do que nunca que devemos superar as práticas do parlamentarismo estudantil no ME. O que debilitou a Frente foi a adoção progressiva de uma linha política para-governista. Que os resultados políticos da Frente nos sirvam de lição para enxergarmos no que deságua, na prática, a adoção dessa política.

4. Construir a Oposição Classista e Combativa para armar os estudantes nas lutas do dia-a-dia no embate ao governismo e o neoliberalismo

É diante deste lastimável quadro, onde a nova direção do DCE demonstra sua debilidade política em oferecer meios efetivos para armar os estudantes para a luta do dia-a-dia contra o governismo e suas diretrizes neoliberais, que a RECC convoca a todos os estudantes proletários da UFC comprometidos com uma política classista e combativa, que se opõe aos planos privatizantes e sucateadores dos governistas e da reitoria e não legitimam seus instrumentos (UNE e CONSUNI), a vir a construir uma Oposição pela esquerda classista e combativa ao DCE UFC, onde a ação direta seja a estratégia principal de luta na busca de nossas conquistas.

Somente a luta direta e organizada dos estudantes pode torná-los sujeitos ativos dentro do Movimento Estudantil, desenvolvendo seu protagonismo de luta e sua autodeterminaçã o política para além dos limites impostos pela dinâmica pelega do da luta legalista e dos espaços burocráticos de decisão da Universidade.

VOTO UNIVERSAL EM TODAS AS INSTÂNCIAS! PELA DISSOUÇÃO DOS CONSELHOS UNIVERSITÁRIOS!

DERROTAR AS REFORMAS NEOLIBERAIS DE LULA/HADDAD/ PT!

NEM ENEM, NEM VESTIBULAR, LIVRE ACESSO JÁ!

DERROTAR O GOVERNISMO E O PARA-GOVERNISMO NO MOVIMENTO ESTUDANTIL!

NENHUMA ILUSÂO NA PELEGA UNE E NA OPORTUNISTA ANEL!

CONSOLIDAR A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!

PELA CONSTRUÇÃO DA UNIVERSIDADE POPULAR!