Os
Encontros Estudantis tiveram seu surgimento na década de 1970, como
resposta à ampliação da repressão do governo militar de Médici,
que se utilizou de todas as forças para liquidar os lutadores do
povo que se puseram nas ruas contra a ditadura civil-militar. Os
estudantes passaram a se reorganizar através desses encontros,
buscando uma luta no interior das Universidades, mas que não se
limitava às estruturas dessas, e que pautavam também o combate à
ditadura. Aos poucos foram se consolidando os Encontros Nacionais
Estudantis de diversos cursos, que tinham como objetivo a discussão
política e de organização das bases.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Nota do FPL sobre a manifestação do dia 22 de maio, em Fortaleza
Pronunciamento do Fórum Permanente pelo Passe Livre sobre a manifestação do dia 22 de maio de 2014 em Fortaleza
Nós do Fórum Permanente pelo
Passe Livre - FPL vimos por meio desta nota esclarecer alguns dos
acontecimentos da manifestação do dia 22 de maio de 2014.
A
concentração marcada para as 14h no IFCE foi impossibilitada pelo
fechamento dos portões da instituição. Dessa forma, estudantes e
trabalhadores se concentraram na Praça da Gentilândia. A
manifestação partiu da 13 de maio com o objetivo de protestar pela
entrega das carteirinhas e o Passe Livre. No desenrolar da
manifestação várias viaturas do GATE circulavam nos arredores da
concentração do ato. Revistas constrangedoras foram realizadas, mas
ainda nesse momento ninguém havia sido preso.
domingo, 18 de maio de 2014
Apoio aos presos políticos em Goiânia
Campanha de solidariedade aos presos políticos
Com o crescente número de manifestações realizadas em todo o país, diversos companheiros encontram-se atualmente presos. Segue a campanha realizada pela arrecadação de dinheiro para o pagamento de fianças, que está sendo realizada em Goiânia.
Solicitamos contribuição à companheirada de
luta de todo o país! Estamos com várias pessoas presas, com fianças
altíssimas estipuladas, além de um jovem de 16 anos com os dentes
quebrados. Doações podem ser feitas para a conta do Simsed:
Caixa Econômica Federal
Agência: 2256 Operação: 003
Conta: 2053-5
Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia-SIMSED
Agência: 2256 Operação: 003
Conta: 2053-5
Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia-SIMSED
É BARRICADA, GREVE GERAL, AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!!!
Manifestações pelo Passe Livre em Fortaleza
Mais
uma vez a pauta do Transporte Coletivo, carteirinhas estudantis e
Passe Livre promove manifestações combativas em Fortaleza. A semana
foi intensa com protagonismo combativo de estudantes secundaristas. No dia 09/05, o centro de Fortaleza vivenciou uma manifestação com
aproximadamente mil estudantes que resistiram por um tempo
significativo no confronto com a Guarda Municipal e PM, fechando o
comércio central da cidade. Foram realizados piquetes em escolas e
mais uma vez, os aparatos de repressão e criminalização se
intensificam, com policiais empunhando armas de fogo e a mídia
burguesa- oligárquica da cidade cumprindo seu papel na defesa do
Estado repressor e categorizando como crime a auto-defesa estudantil.
Os jornais atentam para o total de 16 pessoas presas, a
criminalização vem sendo intensa e promete se agravar, inclusive
com camaradas sendo citados nominalmente nos órgãos da imprensa
local.
Segue vídeo de
populares resistindo a violência policial que tentava levar um
estudante para a viatura. O policial atirou com
munição letal contra a
população:
Nesta foto vemos que o
policial estava sem identificação e usando arma particular, assim
não teria que registrar os disparos com a arma da
policia: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=484263865040100&set=o.168155540054714&type=1
AVANTE ESTUDANTES DO
POVO!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Nota sobre a luta dos estudantes na UNESP de Marília
O
ano letivo começa com graves ataques à estudantada na UNESP. Um corte de 70%
das verbas de extensão deixou milhares de estudantes sem bolsa e
comunidades desatendidas por todo o estado, com o fim de boa parte
dos projetos de extensão mantidos pela universidade.
Em Marília, algumas
trabalhadoras terceirizadas do setor da limpeza foram demitidas
(restando apenas 12 para a manutenção de todo o campus) sem
qualquer pronunciamento e total conivência da direção do campus,
eleita com um programa anti-terceirização mas que agora fecha os
olhos para os abusos da empresa contratada para a prestação do
serviço. Se fazendo classe ao lado dos trabalhadores, o movimento
estudantil prepara há algumas semanas uma intensa mobilização para
barrar as demissões, em defesa da efetivação e pelo fim do
trabalho semi-escravo na universidade pública. Hoje (07/05) ocorre
um piquete e paralisação das atividades regulares da universidade,
para a realização de atividades sobre o projeto neoliberal de
universidade, reestruturação produtiva e precarização do
trabalho.
Nota sobre o ataque à meia passagem estudantil em Fortaleza
No
dia 1º de Maio as carteirinhas estudantis que dão direito a meia
passagem em Fortaleza foram bloqueadas. Nessa segunda, 5, os
estudantes saíram em protesto, pulando a catraca, até o órgão
municipal responsável, Empresa de Tranporte Urbano de Fortaleza -
ETUFOR, e lá entraram em confronto com a Guarda Municipal. Cerca de
80% dos estudantes não receberam as novas carteirinhas, e mesmo
assim as antigas foram bloqueadas, sem direito a meia e a integração,
os estudantes estão pagando o dobro, triplo e até mais. Hoje, 7,
estudantes bloquearam a entrada de um dos terminais de integração
da cidade e entraram em confronto com Polícia Militar e Guarda
Municipal, já nessa sexta outra manifestação está marcada para
acontecer. Há informes de que, em algumas linhas de ônibus, pular
catraca está sendo um hábito cotidiano dos estudantes para chegar
nas escolas.
Protesto
na sede da ETUFOR:
http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/cidade/estudantes-fazem-protesto-na-etufor-1.1009995
Bloqueio do terminal de integração: https://www.facebook.com/photo.php?v=513688402000966&set=o.856294507719486&type=2&theater
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/estudantes-bloqueiam-acesso-ao-terminal-de-messejana-em-protesto-1.1010959
Bloqueio do terminal de integração: https://www.facebook.com/photo.php?v=513688402000966&set=o.856294507719486&type=2&theater
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/estudantes-bloqueiam-acesso-ao-terminal-de-messejana-em-protesto-1.1010959
PASSE LIVRE JÁ!
terça-feira, 6 de maio de 2014
Nota do Coletivo Pedagogia em Luta em Defesa da Creche Universitária e sobre a aprovação do auxílio creche na UFC
Paliativo
não é vitória! Queremos creche para os/as filhos/as de estudantes,
professores/as, servidores/as, terceirizados/as e comunidades do
entorno!
No
dia 30 de abril de 2014, foi aprovado no Conselho de Ensino Pesquisa
e Extensão da UFC (CEPE), o auxílio creche de R$ 210,00. O Auxílio
Creche deve ser um complemento importante no orçamento de estudantes
mães e trabalhadoras, configurando-se como instrumento para uma
Assistência Estudantil de qualidade. No entanto, na UFC, este foi
aprovado com um valor irrisório, com diversos condicionantes e
contrapartidas para o seu recebimento, que não irá contemplar
sequer mais da metade do corpo estudantil que necessita do auxílio
para se manter na universidade, garantindo um espaço que cuide e
eduque seus filhos e filhas. É importante salientar, que o valor do
auxílio, sequer se equipara ao valor já questionável das bolsas na
universidade, e que os custos com cuidados infantis extrapolam
consideravelmente o valor estipulado pelo auxílio. Quando nos
remetemos a essas questões, não falamos de uma posição
distanciada, de quem vê e avalia essa temática de um lugar
distante. Falamos a partir de um coletivo e de um curso com
composição majoritariamente feminina, de mães, estudantes e
trabalhadoras, com jornadas triplas de trabalho.
domingo, 4 de maio de 2014
Nota de apoio à Ocupação da Reitoria da UFMS e de repúdio à criminalização das lutas.
ABAIXO AS GRADES!
Nota de apoio à Ocupação da
Reitoria da UFMS e de repúdio à criminalização das lutas.
A Rede Estudantil Classista e Combativa vem por
esta expressar o apoio aos estudantes que ocuparam a reitoria da UFMS
no dia 29 de abril. Permaneceram ali - mesmo sob condições
insalubres, violência e ameaças - e garantiram o alvorecer do 1°
de maio como marco simbólico de uma nova era de lutas, ainda mais
combativa, na UFMS.
Parabenizamos os estudantes por incorporarem entre
suas pautas a reivindicação dos estudantes indígenas e por
declarar o apoio a luta pela terra. Também, pelo esforço em
mobilizarem a unidade entre as categorias que trabalham na
instituição, pois a luta contra os ataques neoliberais e por uma
universidade verdadeiramente popular é de toda a classe
trabalhadora.
Todo apoio à luta dos estudantes moradores da Casa do Estudante da UFMG!
Nota pública contra o despejo da UFMG:
A Casa do Estudante é nossa!
Nós, da Casa do Estudante de Minas Gerais, com o apoio de movimentos sociais, coletivos e organizações da sociedade civil, vimos a público denunciar o risco iminente de despejo de suas moradoras e moradores estudantes, e da dissolução definitiva de nossa habitação.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) entrou uma ação judicial exigindo a posse da Casa.
Nós, estudantes, reafirmamos: nós não sairemos da Casa.
Para explicar nossos motivos, é preciso contar um pouco de história - e a nossa começa em 1959, com a criação do Movimento de Fundação da Casa do Estudante (Mofuce), por alunos secundaristas e universitários.
domingo, 30 de março de 2014
Vai-se a luta e fica a burocracia da ANEL: O vergonhoso fim da Ocupação da reitoria da UFSC
Uma contribuição do comitê de propaganda RECC/UFSC
A ocupação da reitoria eclodida após uma brava e vitoriosa ação de resistência estudantil em defesa da autonomia universitária, que colocou para correr para fora do campus um pelotão inteiro do choque da PM junto com um contingente de vinte homens da Policia Federal, terminou de maneira prematura e vergonhosa nessa sexta-feira. E, por ironia, em um dia histórico de resgate da luta combativa dos estudantes no Brasil. Foi no dia 28 de março de 1968 que um dos inúmeros ataques contra a autonomia universitária no período da ditadura resultou no assassinato do estudante secundarista Edson Luís, que participava de uma manifestação no Restaurante Central dos Estudantes no Rio de Janeiro. Porém, ao contrário do resgate combativo feito nesse dia por estudantes em várias universidades do Brasil, através da realização da Semana Nacional Classista e Combativa que na UFG ocupou a reitoria e que no rio de janeiro realizou uma manifestação secundarista que enfrentou dura repressão policial sem dar um passo atrás, o que se viu na assembléia que decretou a desocupação imediata do prédio da reitoria da UFSC foi a ação de uma militância estudantil comprometida com a desmobilização e com a burocratização do movimento.
Estudantes tomam reitoria da UFG 28/03/2014
Manifestação do Dia Nacional de Luta dos Estudantes, em Goiânia, toma a reitoria da UFG para exigir respostas do reitor às reivindicações apresentadas pelos estudantes do campus de Jataí, interior do estado de Goiás, que ha dias bloqueiam a entrada daquele campus exigindo melhores condições de acessibilidade ao local, onde recentemente uma estudante morreu em um acidente.
terça-feira, 11 de março de 2014
8 de Março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora
No dia 8
de março, dia internacional da mulher trabalhadora, foram realizadas
diversas atividades pela Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC)
em parceria com o Fórum de Oposições pela Base (FOB) no sentido de
relembrar esse dia histórico como um dia de luta e não como um dia
de presentes e flores. Nesse ano de 2014, nosso objetivo foi
evidenciar a importância da mulher na luta, sendo protagonista na
reivindicação de seus direitos.
quinta-feira, 6 de março de 2014
8 de Março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora
Da linha de frente ninguém me tira!¹
O capitalismo apenas concedeu às mulheres trabalhadoras a dupla-exploração e a superexploração. Ao passo que aumenta a participação das mulheres no mercado, cresce a informalidade\precarização entre elas. Essa tendência se intensifica em função da Copa, com as remoções e a especulação imobiliária, o deslocamento dos postos de trabalho, a instabilidade no emprego e o arrocho salarial, que empurram ainda mais a mulher trabalhadora para a informalidade. As mulheres constituem grande parte do proletariado marginal e sendo parte da classe trabalhadora e oprimida, se indigna e luta.
Desde o início das jornadas de junho em 2013 é nítida a predominância da estudantada e proletariado marginal nas manifestações; logo, também é notória a participação das mulheres nos atos mais combativos e na linha de frente destes, atuando de forma intensa, contínua e crescente nas ruas, assumindo tarefas cada vez mais ousadas e ofensivas.
quarta-feira, 5 de março de 2014
NÃO TEM DIREITOS?
NÃO VAI TER COPA!
O
levante de junho de 2013 determinou um novo momento do pacto
governista na luta de classes. Mas, além disso, demonstrou uma nova
crise, a do reformismo em si. As massas atropelaram os métodos
cupulistas e parlamentaristas do reformismo (PT, PCdoB, PSOL e PSTU),
e levantaram a palavra de ordem “Da Copa eu abro mão. Eu quero
mais dinheiro pra Saúde e Educação”. O desdobramento prático
dessa palavra de ordem é: Se não tem direitos, NÃO VAI TER COPA!
O
lema “Não vai ter copa” ecoa por todos os cantos do Brasil, nas
mídias sociais, nos muros, nas periferias. A Copa do Mundo de 2014
nos mostrou ao que veio desde os processos de remoções (a
“higienização social”), novamente revelando um governo aliado
aos interesses privados. Apesar de ser um evento esportivo, a Copa
trouxe praticamente nenhum benefício nos esportes para a juventude,
já que nossas escolas e bairros continuam sem espaço esportivo
adequados e permanece a elitização do futebol, a exemplo dos caros
ingressos que a maioria de nós não teremos acesso. Quer dizer, a
Copa sempre teve uma classe bem definida, a da burguesia, e não a
daqueles que em Junho de 2013 saíram em ação direta contra o
Estado.
DITADURA NUNCA MAIS!
1964-2014: 50 anos do golpe militar no Brasil!
No
dia 1º de abril de 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar, que deu
início a um dos período mais sangrentos da nossa história. Marcado
pela ampla repressão, torturas, assassinatos e desaparecimento de
diversas pessoas, a ditadura civil-militar durou 25 anos, e contou
com o apoio dos setores dominantes da sociedade, a burguesia nacional
e internacional.
Após
a ação dos militares na tomada do governo, o PCB (Partido Comunista
Brasileiro), maior organização da esquerda no período, não
preparou nenhuma resistência ao golpe, optando pela linha legalista
de disputa ao governo para a transformação da sociedade. Ou seja, o
“partidão” decidiu não interferir no golpe, o que acarretou em
diversas dissidências em seu interior, e o resultado foi a criação
de várias organizações, por trabalhadores e estudantes, que
entenderam que somente através da luta combativa e armada a ditadura
poderia ser derrubada.
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