terça-feira, 26 de agosto de 2014

MANIFESTO AO XXXIII ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA

Os Encontros Estudantis tiveram seu surgimento na década de 1970, como resposta à ampliação da repressão do governo militar de Médici, que se utilizou de todas as forças para liquidar os lutadores do povo que se puseram nas ruas contra a ditadura civil-militar. Os estudantes passaram a se reorganizar através desses encontros, buscando uma luta no interior das Universidades, mas que não se limitava às estruturas dessas, e que pautavam também o combate à ditadura. Aos poucos foram se consolidando os Encontros Nacionais Estudantis de diversos cursos, que tinham como objetivo a discussão política e de organização das bases. 

sábado, 24 de maio de 2014

Nota do FPL sobre a manifestação do dia 22 de maio, em Fortaleza

Pronunciamento do Fórum Permanente pelo Passe Livre sobre a manifestação do dia 22 de maio de 2014 em Fortaleza

Nós do Fórum Permanente pelo Passe Livre - FPL vimos por meio desta nota esclarecer alguns dos acontecimentos da manifestação do dia 22 de maio de 2014. 

A concentração marcada para as 14h no IFCE foi impossibilitada pelo fechamento dos portões da instituição. Dessa forma, estudantes e trabalhadores se concentraram na Praça da Gentilândia. A manifestação partiu da 13 de maio com o objetivo de protestar pela entrega das carteirinhas e o Passe Livre. No desenrolar da manifestação várias viaturas do GATE circulavam nos arredores da concentração do ato. Revistas constrangedoras foram realizadas, mas ainda nesse momento ninguém havia sido preso.

domingo, 18 de maio de 2014

Apoio aos presos políticos em Goiânia

Campanha de solidariedade aos presos políticos

Com o crescente número de manifestações realizadas em todo o país, diversos companheiros encontram-se atualmente presos. Segue a campanha realizada pela arrecadação de dinheiro para o pagamento de fianças, que está sendo realizada em Goiânia.

Solicitamos contribuição à companheirada de luta de todo o país! Estamos com várias pessoas presas, com fianças altíssimas estipuladas, além de um jovem de 16 anos com os dentes quebrados. Doações podem ser feitas para a conta do Simsed:

Caixa Econômica Federal
Agência: 2256 Operação: 003
Conta: 2053-5
Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia-SIMSED


É BARRICADA, GREVE GERAL, AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!!!

Manifestações pelo Passe Livre em Fortaleza

Mais uma vez a pauta do Transporte Coletivo, carteirinhas estudantis e Passe Livre promove manifestações combativas em Fortaleza. A semana foi intensa com protagonismo combativo de estudantes secundaristas. No dia 09/05, o centro de Fortaleza vivenciou uma manifestação com aproximadamente mil estudantes que resistiram por um tempo significativo no confronto com a Guarda Municipal e PM, fechando o comércio central da cidade. Foram realizados piquetes em escolas e mais uma vez, os aparatos de repressão e criminalização se intensificam, com policiais empunhando armas de fogo e a mídia burguesa- oligárquica da cidade cumprindo seu papel na defesa do Estado repressor e categorizando como crime a auto-defesa estudantil. Os jornais atentam para o total de 16 pessoas presas, a criminalização vem sendo intensa e promete se agravar, inclusive com camaradas sendo citados nominalmente nos órgãos da imprensa local.

Segue vídeo de populares resistindo a violência policial que tentava levar um estudante para a viatura. O policial atirou com munição letal contra a população:



Nesta foto vemos que o policial estava sem identificação e usando arma particular, assim não teria que registrar os disparos com a arma da policia: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=484263865040100&set=o.168155540054714&type=1


AVANTE ESTUDANTES DO POVO!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nota sobre a luta dos estudantes na UNESP de Marília

O ano letivo começa com graves ataques à estudantada na UNESP. Um corte de 70% das verbas de extensão deixou milhares de estudantes sem bolsa e comunidades desatendidas por todo o estado, com o fim de boa parte dos projetos de extensão mantidos pela universidade. 

Em Marília, algumas trabalhadoras terceirizadas do setor da limpeza foram demitidas (restando apenas 12 para a manutenção de todo o campus) sem qualquer pronunciamento e total conivência da direção do campus, eleita com um programa anti-terceirização mas que agora fecha os olhos para os abusos da empresa contratada para a prestação do serviço. Se fazendo classe ao lado dos trabalhadores, o movimento estudantil prepara há algumas semanas uma intensa mobilização para barrar as demissões, em defesa da efetivação e pelo fim do trabalho semi-escravo na universidade pública. Hoje (07/05) ocorre um piquete e paralisação das atividades regulares da universidade, para a realização de atividades sobre o projeto neoliberal de universidade, reestruturação produtiva e precarização do trabalho. 

Nota sobre o ataque à meia passagem estudantil em Fortaleza

No dia 1º de Maio as carteirinhas estudantis que dão direito a meia passagem em Fortaleza foram bloqueadas. Nessa segunda, 5, os estudantes saíram em protesto, pulando a catraca, até o órgão municipal responsável, Empresa de Tranporte Urbano de Fortaleza - ETUFOR, e lá entraram em confronto com a Guarda Municipal. Cerca de 80% dos estudantes não receberam as novas carteirinhas, e mesmo assim as antigas foram bloqueadas, sem direito a meia e a integração, os estudantes estão pagando o dobro, triplo e até mais. Hoje, 7, estudantes bloquearam a entrada de um dos terminais de integração da cidade e entraram em confronto com Polícia Militar e Guarda Municipal, já nessa sexta outra manifestação está marcada para acontecer. Há informes de que, em algumas linhas de ônibus, pular catraca está sendo um hábito cotidiano dos estudantes para chegar nas escolas.
 
PASSE LIVRE JÁ!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Nota do Coletivo Pedagogia em Luta em Defesa da Creche Universitária e sobre a aprovação do auxílio creche na UFC

Paliativo não é vitória! Queremos creche para os/as filhos/as de estudantes, professores/as, servidores/as, terceirizados/as e comunidades do entorno!

No dia 30 de abril de 2014, foi aprovado no Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão da UFC (CEPE), o auxílio creche de R$ 210,00. O Auxílio Creche deve ser um complemento importante no orçamento de estudantes mães e trabalhadoras, configurando-se como instrumento para uma Assistência Estudantil de qualidade. No entanto, na UFC, este foi aprovado com um valor irrisório, com diversos condicionantes e contrapartidas para o seu recebimento, que não irá contemplar sequer mais da metade do corpo estudantil que necessita do auxílio para se manter na universidade, garantindo um espaço que cuide e eduque seus filhos e filhas. É importante salientar, que o valor do auxílio, sequer se equipara ao valor já questionável das bolsas na universidade, e que os custos com cuidados infantis extrapolam consideravelmente o valor estipulado pelo auxílio. Quando nos remetemos a essas questões, não falamos de uma posição distanciada, de quem vê e avalia essa temática de um lugar distante. Falamos a partir de um coletivo e de um curso com composição majoritariamente feminina, de mães, estudantes e trabalhadoras, com jornadas triplas de trabalho.

domingo, 4 de maio de 2014

Nota de apoio à Ocupação da Reitoria da UFMS e de repúdio à criminalização das lutas.

ABAIXO AS GRADES!
Nota de apoio à Ocupação da Reitoria da UFMS e de repúdio à criminalização das lutas.

A Rede Estudantil Classista e Combativa vem por esta expressar o apoio aos estudantes que ocuparam a reitoria da UFMS no dia 29 de abril. Permaneceram ali - mesmo sob condições insalubres, violência e ameaças - e garantiram o alvorecer do 1° de maio como marco simbólico de uma nova era de lutas, ainda mais combativa, na UFMS.

Parabenizamos os estudantes por incorporarem entre suas pautas a reivindicação dos estudantes indígenas e por declarar o apoio a luta pela terra. Também, pelo esforço em mobilizarem a unidade entre as categorias que trabalham na instituição, pois a luta contra os ataques neoliberais e por uma universidade verdadeiramente popular é de toda a classe trabalhadora.

Todo apoio à luta dos estudantes moradores da Casa do Estudante da UFMG!

Nota pública contra o despejo da UFMG:
A Casa do Estudante é nossa!

Nós, da Casa do Estudante de Minas Gerais, com o apoio de movimentos sociais, coletivos e organizações da sociedade civil, vimos a público denunciar o risco iminente de despejo de suas moradoras e moradores estudantes, e da dissolução definitiva de nossa habitação.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) entrou uma ação judicial exigindo a posse da Casa.
Nós, estudantes, reafirmamos: nós não sairemos da Casa.

Para explicar nossos motivos, é preciso contar um pouco de história - e a nossa começa em 1959, com a criação do Movimento de Fundação da Casa do Estudante (Mofuce), por alunos secundaristas e universitários.

domingo, 30 de março de 2014

Vai-se a luta e fica a burocracia da ANEL: O vergonhoso fim da Ocupação da reitoria da UFSC



Uma contribuição do comitê de propaganda RECC/UFSC
A ocupação da reitoria eclodida após uma brava e vitoriosa ação de resistência estudantil em defesa da autonomia universitária, que colocou para correr para fora do campus um pelotão inteiro do choque da PM junto com um contingente de vinte homens da Policia Federal, terminou de maneira prematura e vergonhosa nessa sexta-feira. E, por ironia, em um dia histórico de resgate da luta combativa dos estudantes no Brasil. Foi no dia 28 de março de 1968 que um dos inúmeros ataques contra a autonomia universitária no período da ditadura resultou no assassinato do estudante secundarista Edson Luís, que participava de uma manifestação no Restaurante Central dos Estudantes no Rio de Janeiro. Porém, ao contrário do resgate combativo feito nesse dia por estudantes em várias universidades do Brasil, através da realização da Semana Nacional Classista e Combativa que na UFG ocupou a reitoria e que no rio de janeiro realizou uma manifestação secundarista que enfrentou dura repressão policial sem dar um passo atrás, o que se viu na assembléia que decretou a desocupação imediata do prédio da reitoria da UFSC foi a ação de uma militância estudantil comprometida com a desmobilização e com a burocratização do movimento.

Estudantes tomam reitoria da UFG 28/03/2014

Manifestação do Dia Nacional de Luta dos Estudantes, em Goiânia, toma a reitoria da UFG para exigir respostas do reitor às reivindicações apresentadas pelos estudantes do campus de Jataí, interior do estado de Goiás, que ha dias bloqueiam a entrada daquele campus exigindo melhores condições de acessibilidade ao local, onde recentemente uma estudante morreu em um acidente.


terça-feira, 11 de março de 2014

8 de Março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

No dia 8 de março, dia internacional da mulher trabalhadora, foram realizadas diversas atividades pela Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) em parceria com o Fórum de Oposições pela Base (FOB) no sentido de relembrar esse dia histórico como um dia de luta e não como um dia de presentes e flores. Nesse ano de 2014, nosso objetivo foi evidenciar a importância da mulher na luta, sendo protagonista na reivindicação de seus direitos.

quinta-feira, 6 de março de 2014

8 de Março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Da linha de frente ninguém me tira!¹


O capitalismo apenas concedeu às mulheres trabalhadoras a dupla-exploração e a superexploração. Ao passo que aumenta a participação das mulheres no mercado, cresce a informalidade\precarização entre elas. Essa tendência se intensifica em função da Copa, com as remoções e a especulação imobiliária, o deslocamento dos postos de trabalho, a instabilidade no emprego e o arrocho salarial, que empurram ainda mais a mulher trabalhadora para a informalidade. As mulheres constituem grande parte do proletariado marginal e sendo parte da classe trabalhadora e oprimida, se indigna e luta.
 
Desde o início das jornadas de junho em 2013 é nítida a predominância da estudantada e proletariado marginal nas manifestações; logo, também é notória a participação das mulheres nos atos mais combativos e na linha de frente destes, atuando de forma intensa, contínua e crescente nas ruas, assumindo tarefas cada vez mais ousadas e ofensivas.

quarta-feira, 5 de março de 2014

NÃO TEM DIREITOS?

NÃO VAI TER COPA!


O levante de junho de 2013 determinou um novo momento do pacto governista na luta de classes. Mas, além disso, demonstrou uma nova crise, a do reformismo em si. As massas atropelaram os métodos cupulistas e parlamentaristas do reformismo (PT, PCdoB, PSOL e PSTU), e levantaram a palavra de ordem “Da Copa eu abro mão. Eu quero mais dinheiro pra Saúde e Educação”. O desdobramento prático dessa palavra de ordem é: Se não tem direitos, NÃO VAI TER COPA!
O lema “Não vai ter copa” ecoa por todos os cantos do Brasil, nas mídias sociais, nos muros, nas periferias. A Copa do Mundo de 2014 nos mostrou ao que veio desde os processos de remoções (a “higienização social”), novamente revelando um governo aliado aos interesses privados. Apesar de ser um evento esportivo, a Copa trouxe praticamente nenhum benefício nos esportes para a juventude, já que nossas escolas e bairros continuam sem espaço esportivo adequados e permanece a elitização do futebol, a exemplo dos caros ingressos que a maioria de nós não teremos acesso. Quer dizer, a Copa sempre teve uma classe bem definida, a da burguesia, e não a daqueles que em Junho de 2013 saíram em ação direta contra o Estado.

DITADURA NUNCA MAIS!

1964-2014: 50 anos do golpe militar no Brasil!


No dia 1º de abril de 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar, que deu início a um dos período mais sangrentos da nossa história. Marcado pela ampla repressão, torturas, assassinatos e desaparecimento de diversas pessoas, a ditadura civil-militar durou 25 anos, e contou com o apoio dos setores dominantes da sociedade, a burguesia nacional e internacional.
Após a ação dos militares na tomada do governo, o PCB (Partido Comunista Brasileiro), maior organização da esquerda no período, não preparou nenhuma resistência ao golpe, optando pela linha legalista de disputa ao governo para a transformação da sociedade. Ou seja, o “partidão” decidiu não interferir no golpe, o que acarretou em diversas dissidências em seu interior, e o resultado foi a criação de várias organizações, por trabalhadores e estudantes, que entenderam que somente através da luta combativa e armada a ditadura poderia ser derrubada.